Para uma boa parte da população que mora em grandes centros urbanos, o cinema é algo comum, entretenimento acessÃvel a qualquer tempo e lugar. Mas para muitos outros, o contato com a magia da grande tela é fato raro e muitas vezes único. É este público ainda intocado pela sétima arte que inspira mais uma vez o projeto Cinema no Rio. Em sua terceira edição, o Cinema no Rio 2006 iniciou suas sessões itinerantes no dia 22 de julho e vai estendê-las até 22 de agosto, em municÃpios dos estados da Bahia e de Minas Gerais.
A bordo do barco Luminar, essa expedição cinematográfica, vai descer o Velho Chico, com um roteiro ainda mais extenso do que os apresentados nos anos de 2004 e 2005. Ao todo, serão 26 localidades à s margens do Rio São Francisco a receber uma diversificada programação, sendo 13 no estado de Minas Gerais e 13 na Bahia. Nove dessas cidades já receberam o projeto - Pirapora (MG), São Francisco (MG), Pedras de Maria da Cruz (MG), Buritizeiro (MG), Barra do Guacuà (MG), Ibiaà (MG), Ponto Chique (MG), São Romão (MG), Cachoeira do Manteiga (MG) – as demais ainda serão contempladas – Januária (MG), Itacarambi (MG), Manga (MG) e Mathias Cardoso (MG). Barra da Parateca (BA), Angico (BA), Carinhanha (BA), Malhada (BA), Gameleira da Lapa (BA), SÃtio do Mato (BA), Bom Jesus da Lapa (BA), Paratinga (BA), Ibotirama (BA), Morpará (BA), Barra (BA), Ibiraba (BA) e Xique-Xique (BA).
“Desde a primeira edição do Cinema no Rio, em 2004, a minha intenção era promover esse extenso roteiro. Vamos levar sessões de cinema gratuitas e em praças públicas não só nas cidades ribeirinhas em Minas, mas também da Bahia. Nosso próximo passo será percorrer o trecho navegável e não navegável do São Francisco – de Pirapora até a sua fozâ€, alegra-se com a realização, o coordenador e idealizador do projeto, Inácio Neves.
Ainda segundo Neves, o objetivo do projeto é difundir a linguagem cinematográfica, em especial a produção brasileira, para um público formado, em sua grande maioria, por pessoas que nunca entraram em uma sala de cinema, contribuindo, assim, para a democratização do acesso aos bens audiovisuais. Além disso, o projeto revaloriza a experiência cultural coletiva e abre caminhos para a criação de novos públicos. “O projeto faz chegar o cinema a populações carentes, privilegiando cidades que não têm cinema e cujos habitantes, na maioria, estão acostumados a assistir filmes americanos na televisão. Então, essas pessoas tornam-se público-alvo do projetoâ€, define.
Com duas edições realizadas (2004 e 2005) o Cinema no Rio já beneficiou cerca de 55.000 pessoas. Para este ano a expectativa é de atingir um público de 100.000 pessoas. “O diferencial do Cinema no Rio é que ele não ocorre em grandes centros e sim em regiões onde não existem salas de exibição.“A visada então é mais que uma democratização cultural é também uma democratização social. Além disso, o projeto não tira nada da cidade, pelo contrário, ele leva. Contratamos mão-de-obra local e até mesmo um pipoqueiro para animar as noites de exibição, com distribuição de pipoca gratuita. Tudo isso, mesmo que seja temporário, é uma forma de gerar emprego e renda locais, além do entretenimentoâ€, pontua Inácio Neves.
Em cada municÃpio, será exibido também um vÃdeo micro-documentário, totalmente gravado e editado nos locais de exibição por uma equipe de profissionais. Cada comunidade que faz parte do roteiro do Cinema no Rio terá a oportunidade de se ver na tela. No dia da projeção, uma equipe de vÃdeo com um câmera e um produtor, passará o dia registrando em vÃdeo digital os depoimentos dos moradores e imagens dos locais mais conhecidos. À noite, antes da exibição do filme será projetado o resultado deste trabalho. A idéia é propiciar ao público a oportunidade de expressar seu ponto de vista. Todo este trabalho agregará valores regionais à s sessões de cinema, dando a cada sessão um caráter singular. A intenção é que futuramente todos os vÃdeos resultem em um documentário e sejam exibidos em emissoras de televisão educativa e universitária.
Filmes
Para a programação de 2006 foram selecionados 11 tÃtulos nacionais por meio de uma curadoria realizada pelo idealizador e coordenador, Inácio Neves, e pelo diretor de cinema, Helvécio Marins. As projeções serão compostas por cinco curtas, e seis longas-metragens. As exibições acontecerão em plataforma 35 mm e DVD. De acordo com Marins, toda a programação foi pensada de forma a propiciar aos espectadores uma linguagem cinematográfica mais apurada e educativa, no sentido de explorar o lado artÃstico de cada produção. Além disso, a temática de todos os trabalhos selecionados tem uma ligação com o cotidiano vivido pela comunidade ribeirinha.
Na programação do “Cinema no Rio 2006†estão os curtas: Nascente (ficção), com direção de Helvécio Marins; Secos e Molhados (documentário), do diretor Armando Mendezz; os curtas Curupira, Iara e Boto, da série de animação Juro que vi; e os longas-metragens: Cinema Aspirinas e Urubus (drama), de Marcelo Gomes; O Caminho das Nuvens (Drama), de Vicente de Amorim; Narradores de Javé (ficção), de Eliana Caffé; Espelho D'água - Uma Viagem no Rio São Francisco (drama), dirigido por Marcus VinÃcius César; A pessoa é para o que nasce (documentário), de Roberto Berliner; e Aboio (documentário), da diretora MarÃlia Rocha.
SERVIÇO
Cinema no Rio 2006
22 de julho a 22 de agosto de 2006
Rio São Francisco – Minas Gerais – Bahia – Brasil
Realização: Muito Mais Promoções
PatrocÃnio: Banco BMG, Petrobras, Grupo Telemar
(Lei Federal e Estadual de Incentivo à Cultura)
Apoio: Instituto Telemar e Cemig
Assessoria de Imprensa
Sinal de Fumaça – A comunicação original
Telefax: (31) 3264-4404 – E-mail: sfumaca@terra.com.br
Sérgio Stockler (31) 9143-1001, Ariane Lemos (31) 9751-0445,
Pollyanna Alcântara (31)9752-4058 e VinÃcius Barreto (38) 84025559
Outras informações : www.cinemanorio.com.br
Bem que podia passar de Xingó e chegar a Alagoas e Sergipe... alguém sabe se existem planos para isso?
Marcelo Rangel · Aracaju, SE 3/8/2006 10:54Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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