O grande crescimento dos meios de comunicação de massa foi um dos pontos principais dos anos de chumbo. Grandes artistas estiveram presentes em protesto contra o regime, este em guerra contra seus opositores. A indústria cultural estava em alta, entretanto a imprensa diária não teve tanto sucesso nesta fase por intermédio dos censores.
Os jovens eram o principal público consumidor da cultura, garantindo alternativa de trabalho aos artistas, enquanto os hippies iniciavam uma nova forma de vivê-la – levando alguns adeptos à dependência das drogas. Enquanto isso iniciava a luta armada, por volta de 1969, mas por volta de 1971 quase todas as organizações já haviam sido destruídas.
A MPB sofreu com a crise, perdendo a preferência para o pop e o rock por grande parte dos jovens. As platéias estudantis foram as mais atingidas pela censura. O cenário da MPB se animou com o retorno dos grandes artistas ao Brasil. Raul Seixas se destacou com a renovação do rock brasileiro, quem em uma das músicas falava do novo consumidor e seu Corcel 73.
Letras de música eram censuradas e os shows sofriam com os boicotes técnicos. Muita coisa aconteceu entre 1972 e 1974 no cenário musical e a MPB repercutiu em todos os sentidos.
A Rede Globo manipulava e “distraía” seus telespectadores enquanto o governo escondia a realidade. Os programas norte-americanos dominavam a audiência, como o filme “Kung Fu”, em horário nobre, fazendo com que a TV começasse a se dedicar às telenovelas – principal produto de exportação.
A dificuldade maior foi no teatro, com quase todas as peças censuradas em meio ao manifesto contra a ditadura, tido algumas vezes como irracionalista, com base no resultado do comportamento inconseqüente e libertário.
O Cinema Novo foi reconhecido pelo cinema brasileiro, agradando às platéias de classe média. Glauber Rocha idealizou o cinema marginal com diversos filmes marcantes, envolvido pela crítica. O gênero que ficou conhecido como “pornochanchada” atraiu um grande público que assistia a filmes nacionais pela primeira vez.
A cultura foi muito censurada nos livros e títulos, barrados pelos censores na sua publicação, sendo que algumas vezes nada tinham a ver com comunismo, como o “O cubismo”, de Ferreira Goulart. A vigia era constante dentre os artistas “suspeitos” pelos militares.
Na segunda metade dos anos 70, o regime militar iniciou um incentivo à produção cultural, com financiamento e distribuição. As produções norte-americanas dominaram a preferência do público brasileiro, atravancando as salas que exibiam os filmes nacionais. Ironicamente a indústria cultural crescia com a ajuda do regime militar, valorizando o governo Geisel neste sentido, com a censura mais amena nesta época.
Annapaula,
vou dar início aos comentários e - perdoe-me a franqueza - com uma constatação: você pegou um trágico período da vida brasileira - 1964-1985 - e o colocou num liquidificador, distribuindo o resultado num texto marcado por uma infinidade de imprecisões.
É lamentável.
Isso acontece.
Reconheço sua vontade e seu esforço de nos brindar com informações sobre a cultura daqueles anos, mas o seu “Desbunde”, diversão e resistência" é um desbunde.
Acho que você deve voltar mais tarde, com um trabalho que retrate bem aquele tempo da História.
E aqui no Overmundo, que é um amplo circulo de debates democráticos, você se enturmará com os overmanos e certamente passará a olhar o mundo com uma visão mais crítica e objetiva.
Zuenir Ventura, em livros recém-publicados, trata muito bem do período da ditadura militar, em especial do golpe branco de 1968, que foi um golpe dentro do golpe.
São livros escritos por um jornalista, em ritmo de reportagem, em bom estilo e com vasta informação.
Por sua ligação umbilical com a cultura, o mestre Zuenir dedica basicamente a ela e aos que sofreram os horrores da época, seu último livro.
Não deixe de ler os livros do Zuenir, mesmo que sendo resenhas colhidas na Internet.
Na mesma Internet você terá acesso a centenas de trabalhos sobre o pesado tema.
Receba meu abraço e meu carinho.
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