Floripa em Prancha!
Um manifesto em amor e respeito ao surf
De acordo com a UNESCO, “educação ambiental é um processo permanente, no qual os indivÃduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação, e que os torna aptos a agir – individual e coletivamente – e a resolver problemas presentes e futuros.†O “FLORIPA EM PRANCHA! - Manifesto Visual em amor e respeito ao surf!†é um projeto que educa ambientalmente, e não apenas isso...
O Surf é reconhecido em todo o mundo por ser um esporte intimamente ligado à natureza. No inÃcio, era praticado por antigos reis polinésios em pranchas de madeira. Hoje elas se enchem de arte e pinturas variadas, porém seu material é nocivo à natureza, com potencial de dano aos nossos ecossistemas caso não tenham um destino certo.
Nosso estilo de vida desde o século XX tem mudado de forma radical, principalmente em relação ao aumento generalizado do consumo. As catastróficas mudanças climáticas são a resposta da natureza a isto. Por sua vez, o universo da arte e do surf deve refletir a respeito de todos esses fatores ligados à s nossas vidas e repensá-los...Trabalhar em suportes artÃsticos diferentes já é um começo... não consumir mais e mais suportes e sim transformar materiais que já existem, trazendo cor ao antes descartado, é sinônimo de sustentabilidade.
Esta coletiva tenta abranger três âmbitos que urgem em nossos tempos atuais: a solidariedade, a diversidade e a sustentabilidade. Por isso tornou-se um projeto socioambiental e cultural. Social porque reverte parte das vendas para um dos projetos do Centro Cultural Escrava Anastácia, “Procurando Caminhosâ€, que tira os jovens do narcotráfico e os leva para o surf: um trabalho sério que ensina o esporte. Ambiental porque as pranchas, que servem como suportes artÃsticos, são reutilizadas. O trabalho não é feito sobre pranchas novas, e sim naquelas que já estão jogadas no lixo. Do lixo para a parede, virando valiosa obra de arte! A coletiva esteve exposta ao longo do mês de janeiro no Floripa Shopping e, no mês de fevereiro, um fato inédito no estado de Santa Catarina: A Surf Art entrou pela primeira vez na Sala de Arte Contemporânea do Palácio Rosa ou mais conhecido como Museu Histórico de Santa Catarina ou ainda o Museu Cruz e Souza em frente à Praça XV, no centro da cidade!
Cultural porque reúne 19 artistas residentes em Florianópolis. Não necessariamente do cenário associado ao surf, mas uma proposta ao diálogo entre grupos distintos. Em um mundo tão cheio de diversidades é preciso saber conviver com as diferenças: de arte, de estilos, de pensamentos, de cor, gênero etc. Tem fotógrafo (o Fabio Cabral), outras gerações (Vera Sabino, Semy Braga e George Peixoto), tem tatuador (Davi Escobar), tem os meninos que pintam pranchas: o Danka Umbert, o Daniel Barcellos e eu – APAS -também... Tem o ilustrador Samuel Casal, o graffitti do Viti, a prancha-cabideiro de Marinela Goulart, a prancha-cadeira do desenhista Diego de Los Campos, a rusticidade do LesePierre e do Luis Augusto Gonzaga, a prancha mordida do Guilherme Dobes e ainda Hugo Rubilar, Sol Jara, Marcelo Barneiro e Simone Hess!
Um convite a deixarem suas telas no verão e pintarem numa prancha. Um convite a todos a repensar nossos dias atuais e nossos objetos descartáveis que poderiam se encher de cor!
Para maiores informações escreva para apaulaas@gmail.com e veja entrevista no Estudio SC
http://www.youtube.com/watch?v=5tX_KodPjlQ
ou a vernissage
http://www.youtube.com/watch?v=-JZjwxZMAwE
Mais entrevista...
www.comunicaccea.wordpress.com
Desdobramentos
Como o formato se mostrou viável em Floripa, tendo alcançado boa repercussão midiática e adesão de vários artistas, shapers, membros da comunidade, empresas, terceiro setor e o público em geral, surgiu a vontade de replicar a proposta em outras cidades. Isso já está em curso.
Em julho haverá a edição Porto em Prancha! No Moinhos Shopping, em Porto Alegre, mas ainda precisando de parceiros patrocinadores.
Também em negociação para a possÃvel Rio em Prancha! Em abril... Ou ainda, esperando por patrocÃnio para fazer a Sampa em Prancha!, ou quem sabe a Salvador em Prancha! E, por fim, a reunião dos melhores trabalhos: Brasil em Prancha!
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