Homenagem póstuma a Luiz Augusto Crispim

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macsax · João Pessoa, PB
18/2/2009 · 46 · 0
 

HOMENAGEM PÓSTUMA DA ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS AO INTELECTUAL LUIZ AUGUSTO CRISPIM.
por: maria do socorro cardoso xavier

Dia 12 de fevereiro de 2009 na sede da Academia Paraibana de Letras, na gestão do escritor Juarez Farias ocorreu uma justa e bela homenagem a um filho ilustre da terra: LUIZ AUGUSTO CRISPIM. Este ser telúrico, cósmico que tanto amou e cantou sua cidade através de crônicas diárias nos jornais locais. Sem dúvida alguma fora uma honra para os mesmos ter um articulista da tessitura do cronista Crispim!
Falecido em 6 de dezembro de 2008 acometido do mal do século XX, sua precoce viagem deixou a cidade nublada e lacrimosa. Homem de letras dos mais admirados, deixou um acervo em obras publicadas da melhor qualidade, aplaudidas pela crítica literária.
Desempenhou várias funções inclusive públicas e todas soube honrá-las com credibilidade, personalidade marcante, elástica, culta, acolhedora, sem arrogância. Um gentleman nordestino!
Um poeta filósofo, leitor dos grandes ícones da literatura e filosofia ocidental; conhecedor da ciência jurídica, professor universitário, jornalista singular!
A Paraíba se orgulha de ser mãe de um ser privilegiado dos deuses, na estética, no bem que lhe foram pródigos. Ao subir naquele dia de dezembro, os anjos ressoaram os mais altos címbalos de glória: “Hosana nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontadeâ€!
Apreciações literárias sensíveis, racionais lhe foram prestadas naquela inigualável tarde-noite literária da Academia Paraibana de Letras. Luiz Augusto Crispim foi analisado sob vários ângulos pelos intelectuais locais conhecedores da sua pessoa e sua obra. O Poeta, o romancista, o fillósofo, o cronista e até o historiador do cotidiano. Enfim se abstraiu dos discursos que Crispim fora polissêmico, super dotado e dedicado as coisas do espírito. Um cidadão perfeito da sua Polis. Vivia, convivia e sentia sua cidade como poucos intelectuais o fazem. Um Sócrates da Agora, um apolíneo sem envaidecimentos fugazes.
A platéia e a família se deleitaram e se encantaram com bonitos e valiosos trabalhos que souberam muito bem delinear Crispim. Assim foram os acadêmicos apresentadores: Luiz Gonzaga Rodrigues, Ângela Bezerra de Castro, Jackson Carneiro de Carvalho, Luiz Hugo Guimarães, Abelardo Jurema (testemunhos de convivência jornalística), o artista plástico paraibano Flávio Tavares com depoimento pessoal; ambos vieram ás lágrimas!
Todos cumpriram bem seu papel de dissecar Crispim e todos foram unânimes em suas explanações quanto a inteligência, a integridade, a criação poética que impregnava a tudo que fazia e escrevia Luiz Augusto Crispim!
Lindo o agradecimento da família Franca Crispim feita pela filha do homenageado, Teresa Crispim- jovem bela e sensível às manifestações tão tocantes e justas da Academia Paraibana de Letras ao seu inesquecível pai! revelou na ocasião a intenção da família fundar um Memorial Luiz Augusto Crispim e que outros livros inéditos seriam lançados na caminhada.
Foi distribuída uma plaquete sobre Luiz Augusto Crispim escrita pelo historiador e acadêmico José Octávio de Arruda Mello e pela acadêmica Adylla Rocha Rabello, ambos membros da Academia Paraibana de Letras.
Foi lançado outro livro inédito de Crispim na ocasião “Memorial da Pensão da Paz Dourada†126 páginas.
Um livro saíu publicado pela Editora Idéia, como parte do Projeto Memorial Augusto dos Anjos: Um Roteiro cultural e Poético- no qual publica-se uma entrevista inédita de Luiz Augusto Crispim, intitulado “ Conversando com Crispim sobre Augusto dos Anjos: Uma História Oral†e depoimentos dos seus contemporâneos; de autoria das escritoras pesquisadoras Maria do Socorro Silva de Aragão, Neide Medeiros Santos e Ana Isabel de Souza Leão Andrade. Livro com 61 páginas.
Tive o prazer de conhecer o escritor, poeta e cronista Luiz Augusto Crispim por ocasião do Congresso Brasileiro de Teoria e Crítica Literária de Campina Grande (de dois em dois anos- da década de 70 até 1998) organizado pela acadêmica campinense Elizabeth Figueiredo Agra Marinheiro, a qual contava sempre com a colaboração de Crispim aquele importante evento. Pareceu-me um cavalheiro, lhano com todos; de inteligência penetrante, simples sem ser simplório, enfim um ser divino, sendo humano!



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