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Intempéries, é assim que se FA(Z)S

Rodrigo Ostemberg
Los Kjarkas. Grupo boliviano Presente no FAS 2011
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Rodrigo Ostemberg · Campo Grande, MS
5/5/2011 · 6 · 0
 

Não há brilho maior que o FAS,
A luz artificial que o diga,
Foi em uma noite de quinta-feira,
Que a sintonia ficou perfeita.

“É nesse vai e vem que a gente se dá bem,
Que a gente se renova”, cantou o poeta.

Renovou,
A luz voltou,
Morais arrepiou,
A Generasa Ponce mostrou o porquê de seu nome,
O velho baiano viu a luz se curvar ao talento corumbaense,
Recepcionar os grandes da cultura,

Mais generosa que a primeira noite IMPOSSÍVEL,
Havia bolivianos, hermanos, Kjarkas, Los Kjarkas.
Havia um país mostrando sua força, a força cultural.

E olha que Septiembre ainda nem chegou,
Aliás, chegou, no primeiro dia de maio,
Foi no Santa Tereza, que Yovinca Arrendondo falou,

De seu amor pelo Brasil,
Ou seria um amor vivido aqui,
Sinceramente, nem vi,
Apenas senti.

Assim como senti a emoção de homenagear,
Aquele que nem sabe o significado disso,
Perguntei a um deles se de fato reconhecia seu poder,
Deixava de ser um brasileiro, para se tornar um cidadão sul-americano,
Ele sentiu, eu vi.
Os olhos avermelharem e os lábios tremeram,
E de resposta ganhei um longo abraço,
De um certo Elias que vive entre atos.

O Samba pediu passagem, mas a natureza negou,
Não teve teto, nem SURURU,
Na roda quem entrou foi o CASUARINA,
Que viu a areia da ampulheta não dar tempo,
E o vento fechar a terceira noite,

Mas no outro dia, a alegria,
O sol brilhou,
Pouco,
Mas foi o suficiente para a irmã gêmea de Ozzy pedir um baseado,
Em terra que ministro visita a fronteira,
Quem tem unzinho é rei ou rainha do rock.
E não adianta dizer que é de rosa choque, não provoque,
Ela é venenosa.

Malandro foi um certo sambista,
Que agradeceu a rainha por abrir seu show
Reclamou que seu jatinho não pousou, e de quebra,
Ganhou um passeio de luxo,
Gideão.
Há Dias não rolava um samba de prima em Corumbá.

Mas não deixa acabar,
Chama o repique, assopre o bico de pato
E abra espaço para a catira desdançar o forró, foi zen.

A viola de cocho ganhou uma afinação em Sol,
Um certo de Paula encantou Corumbá
Pediu para conhecer o velho Agripino,
Aquele, que lá no Moinho ensina crianças,
Lá elas fazem cultura, pura.

O tempo e o vento tentaram quebrar o Festival,
Se deram mal.
Quebrado mesmo só o torto, que desta vez não virou almoço.
Acabou cedinho.
Mais tarde tem degustação gastronômica.

O Festival termina e muitas imagens ficam,
Bolivianos, colombianos, argentinas e italianas
Corumbá virou terra de bacana.
De gente HU-MIL-DE.

Quer conhecer Corumbá?
Não sabe onde fica?
Procura no Google, ele te explica.

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