O Momento literário do Brasil

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Tita Coelho · Porto Alegre, RS
13/2/2008 · 41 · 0
 

A literatura Brasileira vive um momento importantíssimo. Podemos dizer que o momento atual é um resultado de todas as fases por que nossa literatura passou. Fazendo um resgate histórico de nossa literatura, vemos o início na colonização, com um personagem forte; o Padre José de Anchieta que tinha como objetivo em seus escritos catequizar os índios Brasileiros.Todos os movimentos tiveram a sua importância, mas o Modernismo (1922 – 1930), foi fundamental para o nosso momento presente. A semana da arte moderna, que aconteceu nesta época, por proporcionar uma revolução a escrita brasileira, permitindo uma liberdade ao estilo e a forma ao fazer uso de uma linguagem coloquial, versos livres, eliminando os sinais de pontuação e fundamentalmente “nacionalizando” a literatura, porque até então, a nossa literatura era mais estrangeira. Os principais participantes literários foram: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Graça Aranha, Ronald de Carvalho, Menotti Del Picchia e Guilherme de Almeida.O momento criativo literário é inegável, os escritores dispõem de liberdade em sua escrita. O que falta nos dias atuais são os leitores que vivem um momento totalmente diferente. O leitor perdeu o interesse pela leitura de qualidade, alguns acham desnecessários praticar a leitura de um bom livro. Por sinal, virou moda dizer que a leitura é algo chato depois que o próprio Presidente da República declarou que não “prática a leitura por ser algo chato, sem graça e totalmente desnecessário”. O desinteresse pela leitura, atinge também os escritores atuais, muitos declaram que não gostam de ler, ou somente lêem o que escrevem, quando o fazem. O que limita o estilo e a forma, fazendo da leitura algo realmente chato e cansativo, pois a escrita vai aos poucos perdendo sua principal qualidade e torna-se cada vez mais esperada e sem novidades.Livros são lançados todos os dias em nosso País. Qualquer escritor hoje, com dinheiro lança um livro no mercado. E o resultado são centenas de livros em prateleiras de livrarias ou em caixas que ocupam espaço nos quartos dos seus autores.Os leitores acabam encontrando pela frente livros que contam peripécias de patricinhas brasileiras nos seus momentos de simplicidade e livros autobiográficos, que narram a vida de celebridades que surgiram de um dia para o outro e que irão desaparecer antes mesmo do leitor terminar de ler as páginas de seus livros.

O que chega a surpreender é o fato do Governo incentivar tais publicações, uma vez que esse dinheiro deveria ser destinado a Projetos Sérios que promovessem e incentivassem a cultura como é o caso do Projeto Leia Livro que engloba o Projeto São Paulo um Estado de Leitores, lançado em 2003. Mas esse projeto é uma raridade já que o Governo prefere financiar livros com conteúdos que não acrescentam nada a vida daqueles que os lêem, como é o caso do livro Nova História Crítica, distribuído para as oitavas séries de forma gratuita pelo MEC. O livro além de não usar palavras adequadas, não nos remete a história verdadeira:

“No museu do Ipiranga, em São Paulo, tem o célebre quadro do pintor paraibano Pedro Américo, retratando o dia 7 de setembro de 1822. Parece um anúncio de desodorante, com aqueles sujeitos levantando a espada para mostrar o sovaco”.

O que devemos verificar nos dias atuais é que a leitura não faz de ninguém um gênio, um grande pensador, mas a leitura permite um olhar mais atento sobre o mundo que existe do lado de fora - faz com que o individuo não fique limitado, fornece argumentos, conhecimentos e uma infinidade nova de possibilidades. Permite também a coerência de pensamentos e permite a liberdade de opinião que tanto falta nos dias atuais. A falta do hábito da leitura causa a limitação do individuo e a incapacidade de ver o que está diante dos próprios olhos porque um país que não investe e não incentiva a leitura, torna-se um País sem cultura, sem pensadores, sem pessoas capazes de reação.

Ler não é chato, muito pelo contrário, ler é uma janela aberta para os mais diferentes mundos, universos e possibilidades. Manter uma janela como está fechada é estar no escuro sem uma única luz que possa ser acesa.

publicado também no blog Mostra Plural - http://mostraplural.wordpress.com/

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