ela tentava ter os passos leves, o andar calmo e o olhar sereno. mas eram tantos carros e tantas pessoas que ela parou. olhou para os lados em busca de um banco vazio. aquela praça era tão linda, tão grande que chegava a doer tamanha beleza. e lá estava o banco. ela respirou fundo e tentou não correr (a vontade de fugir rápido dali era muito grande). e conseguiu, chegou perto do banco caminhando deliciosamente e sentou-se.
ele já nem era mais tão importante assim.
e foi quando ele apareceu. com aquela calma que lhe é caracterÃstica.
o coração dela disparou. o que fazer?! correr?! não. olhou para o chão, fixou seus imensos olhos na formiguinha que passava. e com o canto do olho viu que ele se sentou ao seu lado. o silêncio era tanto que, de certa forma, acalmou o coraçãozinho daquela menina. mas ela não teve coragem de olhar fixamente pr´aquele rosto tão lindo, no entanto ficou observando o quanto as mãos dele são bonitas.
e sim, ela percebeu que ele sempre foi a pessoa mais importante.
naquele momento nada mais importava a não ser olhar pr´aquelas mãos tão bonitas. delicadas e, ao mesmo tempo, másculas e fortes. ela fechou os olhos. respirou fundo e levantou o rosto. e quando abriu os olhos viu disfarçadamente que ele estava com os olhos fechados e sorrindo. ela respirou fundo mais uma vez. de repente, sentiu que ele se mexia. foi quando percebeu que ele, delicadamente, pousou as mãos sobre as dela. depois ele disse: minha bonita.
não, não havia mais nenhuma pessoa e nenhum carro ao redor daquela praça.
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