O Clube Audiovisual (CAV) do Ponto de Cultura COEPi é um grupo autônomo, formado por jovens de 18 a 28 anos, que se reúne semanalmente para conversar e assistir produções audiovisuais brasileiras, fazer pequenas produções (seja de vÃdeos ou na organização de eventos), aprender e trocar informações sobre as várias etapas de uma produção audiovisual, promover capacitações em edição e na linguagem cinematográfica.
O CAV, através do Ponto de Cultura COEPi foi um dos vinte pontos de Cultura selecionados pelo Edital do Laboratório Cultura Viva para produção de uma série de documentários, que serão exibidos na Revista Cultura Eletrônica Cultura Viva. “Ficamos muito felizes e estimulados ao sermos aprovados no projeto do Lab Cultura Viva por nos possibilitar o aprofundamento do aprendizado numa ação de porte nacional e, ainda por cima, representando a região Centro Oeste†comentou Isabella Rovo, uma dos representantes do Ponto de Cultura.
A equipe está agora finalizando o seu segundo documentário. “Devido à alterações conceituais sugeridas pela equipe do Lab, levamos mais tempo na finalização do primeiro vÃdeo e, por uma questão de prazo, só iremos fazer 3 documentários no totalâ€, explicou Isabella.
Os temas para os documentários surgiram de reuniões dos integrantes do CAV (Clube Audiovisual) do Ponto COEPi. "Foram pensados temas que são trabalhados atualmente dentro do Ponto e comuns a outros Pontos de Cultura, como Cultura e Educação, Memória, Meio Ambienteâ€, explicou Isabella. O primeiro documentário “Escola da Vidaâ€, teve foco na educação sob o olhar da mestra griô Marieta de Sousa, poetisa, doceira, bordadeira e colaboradora do Ponto há muitos anos.
O segundo projeto tratou da relação do homem com o Rio das Almas, o rio que corta a cidade de Pirenópolis, no estado de Goiás. “A fundação do então povoado de Meia Ponte, em 1728, está diretamente relacionada à descoberta de ouro em seu leito. Essa memória coletiva secular perpetua-se na memória de seus moradores através de estórias, lendas e de uma relação profunda de lazer e trabalho no rio. A Alma do rio é revelada através de 4 personagens da cidade que exercem ofÃcios relacionados ao rio, desde garimpo, pesca e extração de areia até turismoâ€, relatou Isabella.
De acordo com a equipe, o terceiro trabalho está sendo repensado. “Ele seria sobre a vida de um senhor ornitólogo de 86 anos que depois de enviada a escaleta veio a falecer. Reforçamos ainda mais a importância de preservação das memórias locaisâ€, disse Isabella.
Durante a produção do primeiro documentário, a equipe teve de enfrentar várias adversidades. “A produção é como se fosse uma caixa de surpresa a ser aberta, e para cada vÃdeo tem experiências e aprendizados novos. No primeiro documentário tivemos muita dificuldade em entender e até de aceitar as orientações da equipe do Lab, pois foi necessário o desprendimento da nossa ideia original, que acabou sendo bastante modificadaâ€, comentou Isabella.
Mesmo assim, a equipe está satisfeita com todo o trabalho que vêm fazendo até agora. “Aprendemos que fazer um vÃdeo coletivamente é bastante trabalhoso, mas também é muito gratificante pois vemos que podemos evoluir muito mais com pessoas mais experientes. Aprender a lidar com prazos, com utilização de recursos públicos também tem acrescentado bastante aprendizadoâ€, falou Isabella.
Sobre trabalhar com o Lab Cultura Viva, Isabella responde: Está sendo uma super oportunidade trabalhar em uma produção com a dimensão de divulgação nacional do nosso trabalho, dando credibilidade ao grupo do CAV, abrindo novas perspectivas de atuação profissional para os jovens participantes e maior visibilidade ao Ponto de Cultura COEPi.
Mais sobre o Ponto de Cultura COEPi:
O Ponto de Cultura COEPi completa 15 anos este ano e atua em núcleos de educação integral, meio ambiente, memória e multimÃdia, todos interagindo entre si. Seus principais projetos atualmente, além do LabCulturaViva, são o “Mãos Arteiras†de fortalecimento do APL de artesanato com identidade cultural de Pirenópolis, o Pontão de articulação da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e Educação Ambiental através do FIES (Fundo Itaú de Excelência Social) para melhoria das instalações do espaço agroecológico e implantação de um mini museu do Cerrado. O Ponto mantém uma atividade permanente de atendimento integral a 60 crianças de 5 a 12 anos em atividades complementares ao ensino formal.
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