Retrô Varadouro 2008 - Parte II

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Festival Varadouro · Rio Branco, AC
19/10/2008 · 116 · 0
 

Ecos Falsos (SP)

Sabe aquela história, que a gente já contou aqui, sobre um grupo de amigo que cansou de ouvir covers e decide se juntar pra fazer um som? Então, isso também aconteceu com o Ecos Falsos em 2001. Eles queriam um rock barulhento, bem-humorado sem ser patético, com letras decentes e refrões inflamáveis. Conseguiram? Só assistindo o show no Festival Varadouro pra saber.
“Ecos falsos” é o sinal captado por radares onde supostamente há atividade alienígena. É uma expressão usada na ufologia, o estudo das atividades de OVINI´s, sabe, aquele lance de disco voador, Arquivo X, Guerra nas Estrelas? Então, é por aí.
O Ecos é um quarteto, que após algumas mudanças em sua formação original, hoje é formado por Daniel Akashin (guitarra e voz), Davi Rodrigues (bateria), Felipe Daros (guitarra e vocal), e Gustavo Martins (baixo e vocal) na banda onde aparentemente de cantor todo mundo tem um pouco.
As novas composições como “O Bom Amigo Inibié” e “Sentimental” ganham o gosto do público com sua mistureba harmônica que vem ganhando cada vez mais público e crítica. Carregando mais do que uma toalha, a banda vem com experiência de outros festivais, como Jambolada (MG) e Calango (MT) e, para fechar a trinca dos festivais Fora do Eixo, eles se apresentam na primeira noite do Festival Varadouro.
Se quiser conhecer um pouco mais do som dos caras. dá uma olhada no clip dirigido Daniel Akashi e Davi Rodriguez, mostrando que não é apenas fazendo música que eles são bons.

Postado por: Denila Soares

Meninos do Interior


A quase 400 km de distância de Rio Branco um rapaz se retira da sala de aula para falar ao telefone. Uma atitude comum para qualquer estudante, não fosse por um simples detalhe: do outro lado da linha eu aguardava para ouvir o que ele tinha a dizer sobre sua banda e a participação no Festival Varadouro. O rapaz era Giovanni Accioly, vocalista da TK7dois1, banda representante do interior do estado no festival.
Em uma rápida entrevista, Accioly falou um pouco de sua banda, música autoral, planos futuros e expectativas pro festival.
Catraia: Primeiramente, de onde vem esse nome TK7dois1?
Accioly: A gente queria homenagear nossa cidade, e como todo mundo daqui usa essa sigla, ela foi a escolhida. Pra completar, desde que a banda nasceu a gente ensaia na minha casa, que tem o número 721. Aí, pra não ficar aquela coisa de setecentos e vinte e um, a gente colocou o 2 por extenso, que dá pra sacar qual é.
Catraia: Como é o trabalho de vocês em Tarauacá? É muito difícil essa pegada da música autoral aí?
Accioly: Essa foi uma revolução que a gente ganhou aqui. Primeiro queríamos formar um público roqueiro, já que a cultura que temos aqui é mais forró e brega. A nossa banda adotou o rock, cantando músicas covers nacionais e internacionais. E foi um processo de desenvolvimento: começamos a fazer música própria, gravamos um CD, e no dia do lançamento foi uma loucura cara. O pessoal recebeu muito bem. E fizemos o Grito Rock esse ano, cuja proposta era que as bandas tocassem músicas autorais. A galera foi e aprovou. Então essa questão do autoral está sendo bem aceita por aqui.
Catraia: E o que anda rolando com vocês por aí? Músicas gravadas, planos para gravar outras, shows?
Accioly: Agora queremos dar uma amadurecida no nosso material, principalmente nessa questão musical, porque o primeiro foi no embalo da empolgação da banda, mas como a proposta era aquela mesma, saiu do jeito que a gente queria. Agora queremos fazer uma coisa mais cabeça, com músicas novas, bem mais inteligente.
Catraia: Falando agora do Festival Varadouro, qual foi o impacto quando convidaram vocês para participar?
Accioly: A gente já tinha o sonho de tocar no Varadouro desde o início da banda, que já líamos à respeito, víamos na internet. O nosso projeto no Acre era o Varadouro mesmo, já que é o maior festival de música do estado. E foi um impacto muito grande ligarem pra gente pra avisar que estávamos convidados pra participar, além da responsabilidade de representar todas as bandas do interior do Acre.
Catraia: Aproveitando que você falou sobre ‘representar o interior’, vocês sabem que aqui estarão reunidos músicos e produtores de vários lugares do país, então como é carregar essa responsabilidade?
Accioly: A gente quer fazer o nosso som e mostrar pras pessoas dos outros estados que a gente também pode fazer um show legal, sem que seja necessário sair daqui para ver algo bom.
Catraia: Por fim, quais as expectativas pro Festival? Como vocês estão se preparando?
Accioly: Bom, tem uma caravana muito grande de tarauacaenses aí, e a gente tem chamado todo mundo pra ir. E como é um show diferente, que muita gente não conhece, a gente tá preparando o show pra esse público. A gente espera que as pessoas gostem.

Postado por Jeronymo Artur

Eu vou!


Quem tem blog pode baixar e adicionar o primeiro dos selos Varadouro pra incrementar o template. A gente tá preparando mais alguns pra ter mais opções, né? Se é pra falar de diversidade, vamos falar até na hora dos selinhos de blog. ;-)

Postado por Comunicadouro

Almanaque de Produção: a prática das idéias

Faltam poucos dias para a primeira oficina da Semana Varadouro. O I Almanaque de Produção Cultural acontece nos dias 20 e 21, na Usina de Arte João Donato e traz um pessoal bom de conteúdo teórico e prático para uma roda de bate-papo, explanações e mão na massa em produção de Rádio, Cinema, Televisão, Publicidade, Eventos e otras cositas más!

Postado por Comunicadouro

QUEM VEM

Entre alguns dos profissionais que participam do Almanaque, estão Tâmara Habka, publicitária de Brasília que realiza trabalhos de produção em audiovisual, como clipes, curtas e médias metragens, além de realizar trabalhos para clientes da iniciativa privada; Jenny Choe, produtora paulista, radicada em Brasília, que possui um birô de produção criativa, voltada para a realização de eventos, e Thales Lopes, produtor cultural de Uberlândia, um dos idelizadores do Coletivo Goma e do Festival Jambolada, conhecido por ser um dos mais importantes festivais independentes do país, mas também por sua relação coesa entre poder público e iniciativa privada.

É uma ótima oportunidade para reciclar conhecimento, conhecer outras vivências e renovar a força de vontade de fazer acontecer pelas bandas de cá. A oficina tem 40 vagas, mas já sabemos que restam pouco mais de 10. Por isso corra, as inscrições gratuitas e online, podem ser feitas aqui. Perde não!

Postado por Comunicadouro na madruga

Um pouco sobre La Pupuña


Um grupo de estudantes do curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Pará (UFPA) resolveu fazer um projeto de pesquisa intitulado Guitarrada, um misto de música instrumental com samba, carimbó, cumbia e jovem guarda. Os meninos que não tinham pretensão nenhuma de ser uma banda, por ironia do destino, estrearam seu primeiro trabalho para um público "sutil" de 5 mil pessoas, no palco do Rec Beat, em Recife/CE.
A partir daí La Pupuña, formada por Adriano Sousa (bateria), Marcio Góes (baixo), Diego Muralha (Guitarra), Luiz Felix (guitarra e percussão), Rodolfo Santana (teclado) e Ytanaã Figueiredo (voz e percussão), apresentou-se em eventos de renome como: 4º Bienal de Arte e Cultura da UNE, 6º Primeiro Campeonato Mineiro de Surf (Lapa Multishow), Festival Calango/MT e até viajaram para França, para um festival de música em Bressuire, tradicional centro cultural do país. Com seus instrumentos encantados, eles conseguem animar o público e é difícil ficar sem pelo menos bater o pezinho. O casamento do ritmo dançante do carimbó e a fusão com os instrumentos resulta numa química singular.

Postado por Magda Tomaz

Nem tão estranho assim

As músicas estranhas de Diego de Moraes e os Sindicatos vêm agradando muita gente, esquisitas (e outras nem tanto assim) pelas cidades onde o moço e sua banda já se apresentaram. E olha que não foram poucas, já que eles se transformaram em figurinhas de festivais como Calango, Jambolada, Goiânia Noise e, como não podia deixar de ser, vem fazer parte do álbum do Festival Varadouro também.

Diego pode ate estar concorrendo, junto com Filomeudusa, ao prêmio Dynamite de Revelação, mas desde 2001 que o rapaz participa do mundo da música, quando tocava bateria em uma banda de punk/rock. Largando os pratos da bateria para assumir o microfone principal e os acordes dos violões, Diego saiu do punk e agora vem tocar uma mistura que vai do rock ao folk, sem deixar de passar pela MPB e que já lhe garantiu prêmios como o primeiro lugar no TacabocanoCD, realizado pela Fósforo Records e o terceiro lugar no festival de MPB do SESI.
Diego de Moraes e os Sindicatos tocam na segunda noite do festival, mas você já pode ouvir aqui.
Postado por Veriana Ribeiro
Bolivia Carajo!
Com a crise instalada na Bolívia, muita gente anda perguntando: "E a banda boliviana? Vem ou não vem? Vai dar furo!" Embora seja do interesse do festival e do seu público, o momento para o assunto não é muito oportuno. Não é oportuno porque a nossa preocupação em relação a crise no país vizinho não se resume somente a uma provável ausência de uma das atrações do Festival Varadouro, muito menos ao fato de um dos focos de violência naquela país ocorrer em zona de fronteira, ameaçando brasileiros acreanos e - na falta de um superlativo que exprima o absurdo que já se ouviu por aí - muito menos ainda pelo contratempo de não se poder fazer compras na Zona Franca de Pando.
Assim como cada banda escalada para o Varadouro possui um motivo para, nos dias 26 e 27 de setembro, subir num dos palcos do festival, a Atajo também possui o seu. A indicação da banda boliviana nunca foi e nem será um simples ato de fechar a programação: o nome da Atajo foi apresentado para a curadoria do Varadouro por preencher todos os requisitos conceituais de representatividade latino-americana que o festival sempre busca.
Trata-se de uma banda com mais de dez anos de carreira, dona de um apuro estético enriquecedor e um engajamento político superior. Sua vinda abrilhanta o Varadouro e reforça o intuito de integração cultural do festival acreano. Portanto, é óbvio que a ausência dos nossos amigos bolivianos, caso ela aconteça, será ruim para a edição 2008 do Varadouro. Além do show no dia 26, estavam previstas uma palestra de sonorização e uma roda de debates sobre cultura e América Latina com os integrantes da banda.
A organização do Varadouro, juntamente com as autoridades legais designadas para tratar de um assunto que envolve diplomacia e vários níveis de negociação e comprometimento, já busca a solução para garantir a vinda dos músicos bolivianos ao festival com segurança, adotando os mesmos procedimentos usados para garantir a chegada de tantas pessoas com segurança ao Brasil.
A crise boliviana preocupa. É pauta nossa discutir esse tema, tentando expressar nosso desalento e anseio de entendimento da situação. Trata-se de um momento delicado não só para os bolivianos, mas para toda América Latina. Muito por se tratar da Bolívia - um país com um histórico de sucessões presidenciais complicadas -, muito também pela conjuntura política que afeta a relação entre países vizinhos e de outros blocos, mas muito mais por se tratar de vidas humanas sendo ceifadas impiedosamente por falta de entendimento, respeito e humanidade.
E por se tratar especialmente de vidas, a questão da banda boliviana vir ou não, se torna irrelevante. Infinitamente menor. A organização do Varadouro, seus patrocinadores e parceiros entendem que qualquer ausência será justificável, quando o resultado dessa mesma ausência resulte na preservação da integridade física e psicológica de pessoas. O que possibilita um eterno reencontro.
Estamos torcendo para que tudo dê certo. Tanto na vinda da banda, quanto na dissolução da crise boliviana.

Postado por Catraia & Produção Varadouro

Skate'n'Roll: 2º Campeonato Varadouro de Skate


Há uns quarenta anos atrás, uns surfistas da Califórnia, chateados pela seca e pela maré baixa, decidiram que queriam surfar nas ruas. Mas como fazer isso? Fácil: juntaram quatro rodas aos shapes e tcharam! Surgia assim o atualmente conhecido e utilizado skate. A febre rodou o mundo e chegou ao Acre. Há anos o movimento skatista toma forma por aqui, seja na forma de se vestir, no jeito de andar, nas manobras desenvolvidas nas ruas ou nos campeonatos.
O Festival Varadouro, integrando o movimento à proposta da diversidade cultural mais uma vez, realiza, em parceria com a loja Lado B, o 2º Campeonato Varadouro de Skate, a ser realizado no dia 28 de setembro, no já conhecido Skate Park, do Parque da Maternidade. “Este ano teremos a cobertura da revista especializada de maior articulação nacional do ramo, a Tribo, além da participação de um número bem maior de pessoas” explica Leonardo Freire, o Leco, dono da Lado B e organizador do evento.
Outra grande inovação deste ano é que o campeonato será realizado na forma jam session, onde, ao invés de utilizar rotinas de 1 minuto, o grupos se apresentam num período pré-determinado, que normalmente gira em torno de 15 minutos. Para Leco, dessa forma o campeonato acaba sendo mais produtivo, já que a competitividade acaba sendo muito maior. “Além desta inovação o campeonato será valorizado pela presença de atletas profissionais de renome nacional, que realizarão apresentação na pista durante o evento” diz ele.
E não só os skatistas devem estar presentes. Todos estão convidados para comparecer ao Skate Park para prestigiar nossos atletas se apresentando, afinal o reconhecimento do esporte no nosso estado precisa partir da gente que assiste também. Até porque, segundo Leco, em decorrência da premiação disponibilizada na primeira edição do Campeonato pela loja Lado B, bem como dos apoios já propiciados a dois atletas locais pela mesma empresa, cinco skatistas já foram enviados a um campeonato regional em Ji-Paraná, RO, tendo dois deles conquistado a primeira colocação nas duas categorias disputadas.
Se liguem skatistas! As inscrições serão feitas no dia do evento, das 14h30 às 16 horas, nas categorias iniciante e amador.

Postado por Jeronymo Artur

Política e Música Lado a Lado


Para muita gente, música é música, política é política e não se fala mais nisso. De certo, Chico Buarque não concorde com isso, mesmo que em suas crônicas musicais o discurso venha envolto por sua poesia milimetricamente pensada com sentimento. Para o rapper cuiabano Paulo Fagner da Silva Ávila, mais conhecido como Linha Dura - que se apresenta na segunda noite do Festival Varadouro, 27 de setembro - , sim, política e música caminham juntas. E ele faz isso tal como Chico, discursando poesia.
O Linha Dura é meio singular na sua caminhada. Começou com um projeto solo de Hip Hop e agora é uma banda. Não propriamente uma banda. Formada pelo próprio rapper Linha Dura, mais os integrantes do Macaco Bong, Ebinho Cardoso, Carlos Medrado, DJ Taba e o técnico de som Tchucca. Uma banda que pode estar ou não com sua formação completa nos shows que faz pelo Circuito Fora do Eixo.
Suas músicas são inspiradas em temas relevantes para o movimento Hip Hop, como contextos sócio-político, cultural e educacional, um reflexo de seu trabalho de conscientização de jovens através do estilo musical em projetos de frentes não apenas de cunho artístico, como também sociais. E talvez por isso seja tão difícil para o rapper Linha Dura separar a música da política, como você pode ver na entrevista que o Comunicadouro fez com rapper entre uma reunião e outra em sua agenda apertadíssima.
Comunicadouro - Bom, antes o Linha Dura era um projeto solo, mas agora você toca com uma banda. A banda te acompanha ou você tem pretensões de ter a banda Linha Dura?
LINHA DURA - Eu estava debatendo sobre isso com algumas pessoas, e cheguei uma conclusão que Linha Dura não tem como ser uma banda, por quê? Antes vou contextualizar a minha história, eu trabalhava na perspectiva de carreira solo mesmo, utilizando um vulgo que é o Linha Dura, e também pensava em tocar esse projeto musical somente com um DJ, ou seja, o processo bem raiz mesmo do hip hop que é MC e DJ, quando surgiu a proposta de transformar o rapper Linha Dura em uma banda em vez de um personagem, eu achei interessantíssimo e acho até o momento. O lance é que o Linha Dura é o apelido de uma pessoa também, e isso gera algumas confusões. Por exemplo, uma banda seria, eu vocal, baixo, guitarra, bateria etc... Se você me contratar você vai querer a banda completa, por que você gosta da banda, não necessariamente do vocalista saca. Você que vai querer aquele baixista, aquele guitarrista...
Comunicadouro - Aí complica, né?
LINHA DURA - O que acontece na real não é assim, é mais um projeto solto por que hoje eu tenho o Macaco Bong como base e o Ebinho Cardoso, porém cada um tem seus trabalhos solos, então quando a pessoa chama o Linha Dura, é possível ir somente eu mais um baixista e o dj, eu mais um Mc e um batera, e por aí vai, até por que tanto o Ebinho quando o Macaco são pessoas que estão com suas agendas lotadas, e às vezes choca a datas de show, na real a experiência foi muito foda tocar com banda algo que não estava no meu projeto, eu curti muito e agora estou pensando em chamar pessoas para montar uma banda que eu não vou ter problema de horário. Enfim, tocarei com banda, mas dentro do conceito acho que eu continuo solo.
Comunicadouro - Você é uma pessoa bastante ativa nas discussões político-culturais e tem um projeto musical tão engajado quanto. Pra você, artista é igual a pedreiro?
LINHA DURA - Hoje com a nova lógica de sobrevivência da arte, em especial a música, agente (nunca tive), o luxo de viver especificamente dela, tipo, compor, ir pro estúdio, gravar tocar, ganhar um cachê que te dá condições de comprar um carro importado, uma casa da hora e etc... Infelizmente ainda existe aquele artista viajadão que acha que vai conseguir, tudo bem respeito esses mas não concordo, acho que para aqueles que querem estar sobrevivendo desse meio vai ter que “explorar” toda a cadeia produtiva que a música propõe e mais, vai ter que ter uma mudança no habito cultural, por que vai ganhar menos, Vai ralar mais, o ego a vaidade vai ter que ser trabalhado para diminuir, e no meu ponto de vista vai ganhar um Preço mais justo pela sua arte, e o que vai aumentar na real é o valor, o valor da importância que arte terá para mais pessoas por que a tendência é ficar mais acessível, quantos favelados não conhecem um teatro por exemplo? Lógico não é só o preço mais influência. E acho também que o conceito Artista igual pedreiro muda o comportamento e politiza as pessoas sobre uma justiça social, sobre a economia que tem que ser mais justa e solidária, a música principalmente tem esse poder de influenciar as pessoas e músicos que agem como operários com certeza contribuam e muito para a filtragem dos lixos que querem nos empurrar a ouvido abaixo nos dias de hoje, e não só na música mais no desenvolvimento humano como um todo.
Comunicadouro - Para você, o que é mais importante na hora de fortalecer uma cena musical?
LINHA DURA - Coletividade.
Comunicadouro - E quem é mais importante, a música ou a política dentro dela?
LINHA DURA - Os dois. A música é a arte, o meio, a liberdade dos pensamentos inconformista ou não e também é a mídia, a política é o poder.
Comunicadouro - Como você enxerga o contexto brasileiro do Hip Hop, que antes era marginalizado e agora praticamente domina o mainstream?
LINHA DURA diz - Acho que a sociedade compreende um pouco mais o Hip Hop Brasileiro, não consigo fazer um panorama nacional se aumentou ou diminuiu. Mas sei que os problemas continuam os mesmo devido a uma série de questões, questão sócio econômica, cultural, étnica... O hip hop cresceu, porém não ficou maduro o suficiente, talvez o porquê esteja aí.
Comunicadouro diz - Como você se define musicalmente? De onde vêm a sua inspiração na música?
LINHA DURA diz - Vixe! É uma mistura de tudo um pouco, do que eu escuto, das coisas que leio, que vivo, que vi. Misturado com um sentimento da minha ancestralidade nacional e regional. Sou um rapper laboratorial.
Comunicadouro - Quais são suas referências? O que o Linha Dura ouve quando não está ensaiando ou trabalhando?
LINHA DURA - Eu escuto de “tudo”, principalmente a música instrumental, experimental, músicas africanas. Por incrível que pareça o rap eu escuto pouco.
Comunicadouro - Você conhece alguma banda acreana?
LINHA DURA - Conheço poucas, dentre elas a banda que me chamou a atenção foi o Filomedusa, que sempre vejo nos festivais. Então não conheço muitas produções acreanas, mas o pouco que já ouvi, são sons muito politizados e poéticos. Eu espero encontrar uma cena politizada, poética, uma discussão calorosa, sobre os temas da política cultural, sobre a música, um público muito seletivo e critico.
Comunicadouro - Futuro. O que o Linha Dura tem pela frente?
LINHA DURA - Vixe! São vários planos , mas o principal é politizar a favela e tomar de assalto o poder instituído, politizar através de ações culturais, a cultura envolve tudo, Educação, economia, cidadania, diversidade... É uma missão muito longa.

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