colaborações recentes
Chaïm Perelman, pensador francês, dizia que o discurso perfeito é aquele capaz de persuadir o auditório universal. E a gente fica pensando: num discurso perfeito podemos utilizar uma linguagem que serve para mentir ? Segundo Umberto Eco uma linguagem que não serve para mentir não serve para dizer a verdade, ou seja, é uma linguagem que não serve para nada.
Falácias e paradoxos...
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Alguma coisa em minhas orelhas indica que o último disco de jazz foi Miles Smiles, gravado em 1966. De lá pra cá o jazz se estilhaçou. Músicos medíocres lançavam seus saxofones e trompetes sobre o público que, numa fase de auto-imolação, aplaudia exultante. Ornette Coleman, escorregadio e desafinado, nunca explicou a ninguém - e talvez nem ele mesmo saiba - o que significa sua teoria...
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Até que ponto escutamos aquilo que gostamos ? Será que escutamos aquilo que realmente nos dá prazer ? Ou ouvintes ouvimos o que nos ordenam ouvir ? Escutamos o que a indústria nos recomenda escutar através de maciças campanhas publicitárias ou aquilo que os críticos dizem ser bom e adequado ou aquilo que conseguimos captar das rádios ou aquilo que nos trazem as controversas towners...
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Outro dia passeava eu tranquilamente pelo simpático Município da Serra com a amiga e cronista Bia Marggotto, vencedora do último concurso de contos eróticos promovido pela revista Playboy, quando fui avistado pelos integrantes das doze bandas de congo existentes naquela cidade, todos dispostos a retirar minha pele para produzir novos atabaques. No desespero, entrei no primeiro prédio...
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Assim como Chet Baker roubava seus próprios discos dos galpões da gravadora, para vendê-los por qualquer dinheiro nas ruas de New York, comprando então mais algumas doses de heroína, eu também tenho cometido meus pecados em nome do vício. O viciado em queijo Prima Donna não difere em nada do viciado em heroína: sofre terríveis crises de abstinência, enrola a língua e é capaz de...
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