sobre o colaborador
Farei o seguinte: dizer o que e quem eu gostaria de ser...
Gostaria de ser um autodidata, como Assis Chateaubriand foi para o alemão...
De ser o calor na medida certa e o frio no momento oportuno...
Gostaria de ser um Gabriel Garcia Márquez, mas nascido na Argentina e vivido na época de Cortázar, para acabar com o vazio literário Portenho pós-Borges...
Gostaria de ter 10% da sinceridade do Marcelo Marisola e poder dizer que não pesco por hobby, pesco por necessidade...
Queria me relacionar com o dinheiro como Azim Premji se relaciona (muita grana e pouco trabalho)...
Seria bom também, ter um pouco da coragem de Salvatore Guiliano e ter a Sicília aos meus pés...
Gostaria de ser Carlos Drummond de Andrade e compreender o mundo da forma como ele percebia...
Gostaria, na verdade, de ser uma poesia de Drummond...
Ah! Gostaria demais da conta de ser o atestado de óbito da gramática da língua portuguesa...
E ter a solução para todos os problemas matemáticos na ponta do lápis...
Gostaria de ter a genialidade de Chico Buarque de Holanda e o conhecimento de Lêdo Ivo...
Pois é. Assim seria eu, se assim fosse. É pedir demais?
colaborações recentes
Programa espalha seus videorrepórteres pelo mundo e descobre o que pensam ingleses, alemães, argentinos, indianos, norte-americanos, guineeses e colombianos, sobre o nosso país
Conhecido por ser um programa que não apenas descentraliza discussões, mas privilegia a pluralidade do modo de falar brasileiro, o FIZ + Sotaques, mostra que as possibilidades do jornalismo colaborativo...
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Entrevista publicada no jornal O Tempo e no Mascando Clichê
Ele é baixo, cabelo grisalho, voz grossa, bigode de sargento e, se não fosse pela camiseta de malha e a calça jeans, poderia ser facilmente confundido com um coronel nordestino. Mas da brabeza e do autoritarismo dos mandas-chuvas sertanejos, Dori Caymmi tem muito pouco. Ao contrário, filho de um dos mais importantes...
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Originalmente publicado no www.mascandocliche.zip.net
O título deve ter sido a primeira coisa que ele escreveu com sua inseparável caneta Bic: “1968 – o ano que não terminou”. Por mais que se pense, por mais que se tenha pessoas criativas e tituleiros experientes, talvez ninguém poderá achar melhor definição para 1968 do que a dada pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura, em...
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No dia 2 de junho, segunda-feira, estréia no FIZ TV o semanário feito por jovens jornalistas espalhados pelas cinco regiões do país.
De que jeito se fala num país de 8,5 milhões de metros quadrados? De que jeito 183 milhões de habitantes se comportam? É impossível que para essas perguntas não se tenha na resposta um “depende”. De fato, depende. Depende de a qual pedaço deste...
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JORNALISMO DE COMADRE (OU AS 30 PERGUNTAS QUE NÃO FORAM FEITAS, PORTANTO, NÃO FORAM RESPONDIDAS)
Originalmente publicado em: http://mascandocliche.zip.net
Permitam-me falar de jornalismo. Não de jornalismo cultural, mas de uma certa cultura de se fazer jornalismo. Posso? Pois bem. Nos dois últimos Fantásticos que andei assistindo, Zeca Camargo e Patrícia Poeta ficaram cansativamente...
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