Mari Tiscate Rio de Janeiro, RJ

Mari Tiscate

sobre o colaborador

Não entendo...
Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender.
Entender é sempre limitado.
Mas não entender pode não ter fronteiras.
Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.
Não entender, do modo como falo, é um dom.
Não entender, mas não como um simples de espírito.
O bom é ser inteligente e não entender.
É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida.
É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice.
Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

CLARICE LISPECTOR

colaborações recentes

BUQUÊ banco
19/11/2009 11:02 · 4

Olá pessoas do Overmundo... depois de um tempo longe daqui, senti vontade de rever o pessoal.
Trago esse poema como uma forma de abraçar os velhos amigos que fiz aqui e os novos que virão.

Tô na área!


Mari +

Ecosentido banco
7/6/2009 14:21 · 5

ECOSENTIDO

Falar sobre a terra
Texturas,
Perfumes
História...

Pisar a terra
Sentir sua existência
Compreendê-la na pele
Elemento a elemento
Ouvir os lamentos
Desabafar os seus

Falar de água
Potenciais e belezas
Citar rios e mares
Cachoeiras, temporais...

Banhar-se no córrego
Em dia de sol à pino
Vestir de água seu corpo
Ser fluido e fluir... +

Apenas sei banco
10/5/2009 16:09 · 9

Certo apenas sei



Que cairei em corredeiras




E me demorarei em lagos quietos






Certo apenas o chão por onde sigo




O movimento de um passar eterno






Certo apenas esse breve momento



E que em alguma parte



Desaguarei






Talvez não como um rio caudaloso



Ou mesmo um riacho doce



Talvez um córrego sujo



Um... +

SEM APLAUSOS PARA A IRONIA banco
25/4/2009 13:00 · 1



Firo com raiva sua distância das idéias.
Das que gostas tanto de trazer em coleção
E que mostras a amigos e inimigos com a mesma emoção.
Minha ira a essas letras desenhadas
Que te trazem tanto orgulho,
Quando sobes na tribuna
E te vês todo em brilho.
O mesmo brilho dourado que te cega.

Na verdade o que ouves no momento
É apenas eco de um lamento
Que tentei lançar-te... +

nunca agora banco
17/4/2009 11:13 · 87

Nunca agora


Ontem eu poderia ter pensado
Essas raízes aqui servirão para que mesmo?
Eu as quis tanto
Que não farei questão de saber
Para que estarão nascidas
E aonde foram tão fundo como se eu lhes pertencesse?

Quanta coisa não acharei amanhã
Porque pintei a raiz da história e fiz desenhos meticulosos nela
Com prazer lento
Como se só isso me bastasse
Estar para... +
+listar todas

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