Pat Borato Rio de Janeiro, RJ

Pat Borato

sobre o colaborador

Olá, sou uma nova poeta que adentra este espaço cultural no intuito de mostrar meu trabalho inicial em parceria com a poetAmiga Nina. Espero que gostem, tanto quanto eu estou animada em produzi-los! Obrigada!



Lá Na Rua...

Meu São Tulú da Taboca
O tino segue alegando,
Que eu tenha uma vida torta
Se a boca se acovardar
Tem tanta trêta no mundo
Que onde o pé pisa o vulto,
A vergonha sai de lá...
É mãe largando os meninos
Crianças cheirando cola,
Feito raivosos caninos
Sem ter comida ou escola
É pai sumindo de casa
Avós que estão oprimidos,
Valores debalde encolhidos,
O certo e o errado trocados,
O bom e o ruim empatados,
Todos com seus compromissos
E ninguém mais fala nisso...
Os limites não têm porta,
A ética depende da nota,
Então, em quem confiar?
Sem confiar não se ama,
Sem amar... o que importa?
Cria-se um submundo,
De sub-gente descrente
Que caminha em seus vazios
E não tem lugar pra chegar...


Pat Borato e Nina Araújo.

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Segure O Bico Do Bule Quente, Que É Repente.

Nina:

Fala fina, esmorecido
Caipora , quengo quente
Tu arrota de valente
Do jeitim que o gato mia
Cabra bamba sem valia
Beiçudo seco e invocado
Fuça dum azoretado
Desna que amanhece o dia
Bacuri do rabo torto
Invejoso, zóio gordo
Biboca ruim de batente
Banguela dos lado e frente
Mão sovina entrumbicado
De hoje a dezoito arriado
No cargo de indigente
Vá no lasco solta a bifa
Que eu aqui dou posto a liça
Mangador corda de arruda
Tu carece é duma ajuda
Lamba o calcanhar do Juda
Garapento assombração
Tu tem a boca de égua
Pegue o trote,cospe,esfrega
Badoque de aluação
Dou-te uma piza de prega
Tribufú, doido babão.

Pat:

Morrinha dos quarto rôto
Pantinzento catacumba
Muquifo de cova funda
Fomento bafo de esgoto
Lambú seco supricante
Queixada dum ruminante
No juízo de uma vaca
Miséria de urucubaca
De caso com o cramulhão
Sonso ,goma de purgante
Lazarento pé errante
Do cafundó dos grotão
Cubra a língua avariada
Calango da voz mirrada
Penacho , galo doente
Vá zoar noutro chiqueiro
Pirambeiro carrancista
Remela da lagartixa
Que eu dou tombo, sou ligeiro
Cajuruna boi trunquêro
Dirlechado , churumela
Papudo poca canela
Aqui meu pirão primeiro!

Nina:

Vá bocudo abutinado
Zombador, dos pêlo reco
Marreco, verso cagado
Pensando que é bom de teco
Goelento sem estima
Dou-te uma chapuletada
Fio da peste anunciada
Parido duma tontice
Deu de ser pulha amestrado
Pirangueiro de burrice
Catimbó do fogo poento
Cabra de cara sem tento
Curupira chulipento
Quando acorda é uma besta
Marimbondo nó de cesta
Filhote da gemedeira
Cinco dente, fim de feira
Fucim longo de peixera
Sai daqui monte de asneira
Eu por mim sou prezepeiro
Burra cheia de dinheiro
Vá morar noutra lasquera


Pat:

Perebeiro da moléstia
Amancebado co’a encrenca
Dentuço de pôça boca
De tanta bunda num senta
Pai de menino traquina
Caraca suja na venta
Ajoelhado é um sapo
Figura troncha e horrenda
Solto em pé é um Belzebu
Perde o tranco do urutu
Preá danado, banzé
Espantador de mulé
Onde cai o chão embica
Pinto ralo, tiririca
Jumento de duas raça
Cuia cheia de cachaça
Pau de sebo, cinta gasta
Arreda a sombra daqui
Bate a pata, segue a vida
Dei teu nome na madinga
Que comigo a coisa afunda
Molambento das corcunda
Das fuça tão atrevida.

Nina;

Sem cabresto, carantonho
Brocoió dos óio curvo
Buliçoso atarrancado
Do gingado de um burro
Numa reta desmantela
Na pinguela só vê furo
Apanhou de quinze sogra
Da mulé tomou dez murro
Atormentado da rota
O destino lhe amarrota
Uma morte de dois turno
Ricardão bom de lerdeza
Pouca telha, gabiru
Inquilino da pobreza
Fanho, porco, tuiuiú
Amarelo feito a lesma
Levando troça de embú
Deita e dorme condenado!
Pé de moita carecido
Tripa de bode enxerido
Roleta ,balai de cobra
Mutuca , trapo bichado
Catinga que vem de sobra
Barriga com vinte dobra
Cara de cabra morrido.

Pat:

Bico quente ,oferecido
Peste da fuça emborcada
Cumelão, grosso, bandido
Lingua duma jaca inchada
Cavucado e perseguido
A ruindade cobre o lombo
Corpo de gambá durmido
Deus queira tenha no mundo
Um refugo mais imundo
Do que o teu nariz torcido
Pinta braba sem fundilho
Freje de cavalo doido
Velhaco fio de desgosto
Carrapato de novilho
Dizedor de coisa incerta
Vê se aluga alguma reta
Pra mode amolar o cão
Pois aturo ladainha
Como buchada ,galinha
Mas não lhe aturo não
Capiau teu nome é pérca
Derrotado e pinicão
Vê se corre muita légua
Vá nas braça vá nas régua
Que eu aqui limo o teu chão.


Nina Araújo e Pat Borato.

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Lá Na Rua... banco
28/3/2009 12:40 · 247

O certo e o errado trocados,
O bom e o ruim empatados,
Todos com seus compromissos
E ninguém mais fala nisso...
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