A Mesma Realidade
Vemos nossas pernas e braços,
pedaços,
unidos pelo Eu.
Sintético emaranhar de retratos,
lembranças,
daquilo que se perdeu.
Fragmento e me dissipo todo,
em tiras,
como um boi que como.
Ãvido por conservar a vida,
mas morro,
de câncer no estômago...
Vemos nossas pernas e braços,
pedaços,
unidos pelo Eu.
Reencontro-me no cair das folhas,
o Todo,
que não me esqueceu.
escuto o cantar do silêncio,
irrompo,
do centro de mim.
E em cada gota da chuva,
a história,
sou eu e o sem fim.
Igor L.C.
Frente à fragmentação do mundo, o Eu indeterminado permanece... Até que a poesia sopra e recentra-nos com o Ser!
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