A "VIA CRUCIS" DOS SEM TALENTO

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"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA
25/4/2013 · 0 · 0
 

A"VIA CRUCIS" DOS SEM TALENTO

"...esse foi o momento em que tive que
escolher entre a segurança do emprego
fixo e a instabilidade da vida do artista.
Sofri muito e, apesar das crises inevitáveis,
aqui esotu eu. É isso que me traz sentido!
(...) Mas se é vital, você segue. Precisa
ser vital, do contrário acho mais saudável
tentar outra profissão. Pelo que sei, ser
ator em qualquer lugar do Mundo é um
desafio..." (trecho de entrevista com a atriz
MAEVE JINKINGS, in revista "Dsemanal",
do jornal DIÁRIO DO PARÁ, 24/03/2013)

"... no sistema de valores dessa civilização de
sobrevivência compulsiva, o artista é irrelevante.
Êle é encarado como um mero decorador que
nos entretém enquanto trabalhamos. Como
menestrel itinerante, ator, palhaço ou poeta,
êle pode ir por toda parte porque ninguém o
leva a sério."
ALAN W. WATTS

"Eu continuo seguindo / apesar dos desenganos. /
Me mantenho persistindo / depois dos 60 anos. /
Sei que a glória estã vindo, / de acordo com
meus planos". (trecho final de "Entre vales e
Montes", versão livre de) "NATO" AZEVEDO

É mais do que certo que todo artista sem talentos irá sofrer um bocado para se destacar no Mundo moderno. Aliás, sem talentos qualquer função ou profissão está fadada ao ostracismo, a ser ignorada até mesmo na região em que vive o artesão ou músico, o pintor ou escultor, em se tratando de Artes milenares.
Agora temos, além da secular fotografia, videoclips, filmes digitais, imagens virtuais de diversos formatos & formas, tudo isso criações que disputam espaços e interesse dos seres -- já nem tão humanos -- modernos ou contemporâneos.

Entretanto, pelo menos em boa parte do Brasil há "excessões" que dispensam talentos (e até mesmo talento real) para serem promovidas. Ali (ou... aqui & aí) funciona apenas o QI, o famoso "Quem Indica"! Prefeituras e Governos em geral só atuam nesse "sistema" e os artistas selecionados (?!) para seus patrocínios e projetos culturais frequentam mais as ante-salas de SEMECs e SECULTs do que os palcos de teatros, de "music halls" ou de casas noturnas. Recente megaprojeto parauaura cobra currículo artístico dos pretendentes... qual é o bar, boteco ou boate que "passa recibo" da presença de um músico ou dançarina em seus shows?! E nas apresentações em ruas e praças... quem irá confirmar lá o evento do artista?
Enquanto o artista amador pena 200 dias por ano para mostrar a sua Arte, uns poucos privilegiados fazem 1 show por semestre, com apoio e muita divulgação oficial, numa "cirandinha" onde a fama traz patrocínios, que geram mais fama, que traz mais verbas,etc, inclusive para os próximos ao artista, amigos e parentes dele.

Nossa ANANINDEUA, cidade vizinha à capital do Pará, escolheu ignorar Artes e artistas, chegando ao ponto de o "staff" do prefeito anterior declarar a um renomado músico local que "se virasse sozinho com seu Festival", pois a PMA iria fazer o dela. Em 8 ANOS de mandato, até onde sei não se promoveu sequer o Festival Gospel (traduzindo, evangélico), uma de suas promessas de campanha, embora fosse católico.
Da breve passagem da ex-Ministra do MinC Ana de Hollanda por aqui restaram mais promessas, como a da construção do primeiro CineTeatro desta cidade, hoje com mais de 6 décadas de existência e que só viu filmes 2 ou 3 vezes nos últimos 20 ANOS, quando abnegados instalaram, por alguns dias somente, projetor 16mm e fitas de faroeste que quase ninguém quis PAGAR para assistir.

Além do ouro e, por vezes da prata, TALENTO, onça, dracma, rúpia, sestércio e até sal -- de onde derivou o "sallarium" -- foram moedas de um Mundo muito antigo, entre gregos, romanos, semitas, indus e outros povos. É desse "talento" que qualquer artista precisa, para poder exibir seu fazer artístico ao povo, à região onde vive, ao País no qual nasceu. Não quero ter o mesmo fim de meu parceiro de dupla meio sertaneja Abiezér Silva -- que faleceu sem que nenhuma de suas mais de 200 canções fosse gravada -- ou do poeta "Zé Reys" que, em carta aberta, questionava à citada Ministra da Cultura "o que fazer com seus escritos, além de levá-los no caixão".

Começo hoje minha "via crucis" à procura desses talentos, para poder mostrar ao Mundo -- literalmente falando, graças à Internet -- meu real talento enquanto letrista e compositor, com MAIS DE CEM CANÇÕES no currículo. A recusa (em 2011) de um site de "vaquinha virtual" em aceitar meu projeto de fazer videoclips partindo da compra de uma filmadora atrasou em quase 2 ANOS a realização de meus sonhos, supondo é claro que eu atingisse a meta de 100% de apoio financeiro ao meu projeto.
São águas já passadas... sigo em frente agora, com a esperança renovada de que uma quantia tão modesta consiga sensibilizar não só os poucos embora leais amigos que fiz -- navegando nesse "mar de enganos" que é a WEB -- mas também quem NUNCA DOOU 1 centavo (ou "talento") sequer aos que alegram a Vida e colorem o Mundo cinzento com sua Arte, seu talento, sonhos e esperanças.

Para doar vinte reais (ou mais, quem puder!) basta acessar o site de ajuda (crowdfunding) virtual... EU PATROCINO
http://www.eupatrocino.com.br/projetos/no-peito-e-na-raca
procurar o setor de MÚSICA, meu nome (CINCINATO P. AZEVEDO) ou pelo título do projeto, que é 'No peito e na raça". Só pode doar quem tem cartão de crédito -- "pobre não é cidadão", diria Madame Dilma -- e o desconto é via PAGSEGURO (ou PayPal), portal à prova de hackers e que garante o sigilo dos cartões. O valor doado só será descontado caso eu alcance os 100% da meta de 400.00.
"O Tempo não pára!", cantou Cazuza, embora 35 DIAS pareçam um longo prazo para quantia tão modesta. Resta-me saber se os amigos que tenho são realmente... AMIGOS !
"NATO" AZEVEDO (poeta e compositor)

Sobre a obra

Enquanto os "sem talentos" penam mais de 200 DIAS por ano para mostrar sua música, "os talentosos" só precisam fazer 1 show por semestre... para ficarem fomosos na cidade!

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"NATO" AZEVEDO
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