'A VIDA DO TOCADÔ'

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Dadá Malheiros · Paulista, PE
28/5/2012 · 3 · 0
 

Nunca fui jornalero, quase fui Bombero,
mas vigilante eu já fui.
Queria sê Sagento do Exército brasilêro,
baterista do 14 R I.

Não consegui por causa do cansaço,
do Baile que de noite toquei,
e do cigarro que fumo,
por isso me atrapalhei.

Fui vendedô de Água Indaiá nos anos 70.
Subi todos os prédio daquele Recife danado,
de escada oferecendo, um 'Suporte Baibe'
pro garrafão colocá.

Na retífica, fui balconista,
vendendô de peça pra carro e caminhão
Nunca parei sentado, olhando de lado vendo a vida passá.
Por isso eu lhe digo, não deixe de comprá jorná!
A imprensa escrita nos ajuda a nossa arte divugá.

Agora sô Tocadô, me alegro quinem Dotô...
faço o que mais gosto, que é levá nossa músga pra todo lugá.
Sou valente lutadô, brigo que só a bixiga,
pra que os músico nordestino seja unido,
não sendo galo-de-briga fazendo a vida milhorá.

No Nordeste nós temo a melhó musga do lugá
diferente de tudo que um dia já se viu...
Purqê Pernambuco é o estado mais diverso do Brasil.

(Dadá Malheiros). 23.08.2011

Sobre a obra

Ressaltando EM prosa, a árdua batalha para conseguir-se trilhar pela vida de Músico no Brasil. Principalmente no Nordeste!!

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Dadá Malheiros
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