Águia Enjaulada
Lá de cima,
com os olhos de águia,
esguia, atenta,
me observa por dentro
calafria a espinha.
Águia, teu olhar inexiste,
adiante o horizonte
se perde tão longe,
esvai-se tão triste.
Ora seu olhar foge,
e corre, corre,
por espaços e distâncias que ninguém imagina.
Ficas submerge nesse contratempo,
nadando em seu pequeno mundo.
E quando reages,
e vedes que o mundo não lhe acolhe,
e que a tristeza não é pequena
voltas a ser ave de rapina.
Maus tratos maquiam-te profundo,
no fundo de um mundo,
que de tão fundo, tão obscuro,
que de tão seu se preserva.
Mas esse mundo emerge,
e não o seguras
e não o deténs,
e deixa-te levar pelos “vais” sem “vens” da vida.
Consumir-te pelos desdéns de cada esquina.
Há dias que sua face revela,
que o pesadelo fora maior que o sonho
que o sono mal dormido lhe consumira.
Salienta seu melhor sorriso,
e sorri... sem graça, sem brilho,
sem seu olhar sorrir presente.
Nada daquele sorriso
que desdenhavas sem perceber,
absorta no gozo do riso,
Rias de não se conter.
Nada daquele seu riso!!!
Águia mulher
não mais menina,
já podes voar
su’aurea já brilha, su’asa já bate,
basta-te agora,
dobrar a esquina
e desacorrentar-se da corrente que a domina
e da tristeza que a abate.
muito bom, Wagner!!!
gostei mesmo!!!!!
abração,
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