A inversão das coisas é bela
A bela e a fera
E em que lado está você nessa panela?
Entre Deus e o Diabo dourando ao alho e ao sol
E olho para o céu de pôr do sol alaranjado
Me noto cego de olhá-lo sem proteção
Sinto ardendo o corpo, estopa e combustão
Derretendo como uma vela chegando ao chão
Uma vela roxa, negra, azul, aquarela
Uma vela, macumba, raiz, roots, favela
E dança, balança o corpo e preenche o peito
Com fome, amor, sede e desejo de mártir
Partir para o campo 'Battlefield' sem TV
Sem controle que controle a sua forma de viver
Ergue o punho de esperanças renovadas
Segurando rosas-vivas, cintilantes coloradas
E a lágrima que sucumbe e escorre em meu rosto
É cachoeira de amor, revolta e torpor
Mas também riacho que percorre o caminho
A esperança desaguando num oceano de ardil.
Entre Deus e o Diabo dourando ao alho e ao sol
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