O deserto num pátio estacionamento por onde passeiam dois êmbolos
passeiam em garrafas e se organizam engradados
por vitrines
desifentantes
enquanto o ar vibrava pianolas insuspeitas
enquanto no deserto
enquanto o ar
vibrava
palavrões contra distraÃdos, buzinaços a favor
do último automóvel
do ano de mil (...)
Lembra aquela bunda? tinha um sorriso antes e depois dela. Linda.
Valeu o cigarro, pena que você não está bebendo
e algumas das nossas mulheres merecem nosso desprezo forçado.
Esse diálogo vale tudo
a conversa, a garçonete
Bouchez, Élodie e seu nome de anjo caÃdo
e o que fica é a paisagem das costuras miúdas
no deserto
os profetas se alimentam de café e biscoitos secos
em pires de polvilho
centavos contados ou nossos
olhos nos bicos dos pássaros
como na tradição antiga
Elias
aguardam pousados no alto das luzes
néon em palitos pesados demais
para nossas migalhas
No deserto não se conhece a fome dos viadutos
montemos nossa barraca aqui, pavilhão 7, G.I
Seremos profetas, não mendigos
e no deserto o ar expiramos
de uma tradição desconhecida, por nova
que nos salva
e exime
de caminhar como os outros
aleijados.
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