O dissabor da ausência
que minh'alma consome
é a ingrata dura fome
do "não ter" o que desejo.
Cerras no claustro florido,
sob rendas e véus sem fim,
trancas sob o cetim,
a flor da mais louca fortuna.
E eu, raquÃtico valente,
a convalescer no leito viril,
alço meu grito demente,
me lanço ao perturbado sono,
anseio qual cão sem dono,
te encontrar num sonho febril.
(Dom Will)
O dissabor da ausência
que minh'alma consome
é a ingrata dura fome
do "não ter" o que desejo.
(...)
Um brinde aos que desejam, mil brindes aos que não possuem! o/
Um estudo cômico sobre sonetos, rendas e sonhos...
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