Trovador é uma palavra derivada do latim, acusativo singular de “trobaire†(poeta), do verbo trobar (inventar, achar). Todo trovador é poeta, mas nem todo poeta é trovador, pois nem todos Poetas sabem metrificar, fazer o verso medido. É como a classe médica. Há os ClÃnicos Gerais e os Cardiologistas. Todos são médicos mas só alguns são Cardiologistas.
A trova possui o seu conceito plenamente estabelecido: É o poema de quatro versos setessilábicos com rima e sentido completo. Mas, quando surgiu, não era assim. Seu aparecimento está intimamente ligado à poesia da Idade Média, onde a trova era sinônimo de poema e letra de música. A cultura trovadoresca refletia bem o panorama histórico desse perÃodo: as Cruzadas, a luta contra os mouros, o feudalismo, o poder espiritual do clero. Quanto à arquitetura, o estilo gótico é o que predominava. Na literatura, desenvolveu-se, no sul da França e em Portugal, um movimento poético chamado Trovadorismo. Os poemas produzidos nessa época eram feitos para serem cantados por poetas e músicos, e foram os primeiros a serem sistematicamente publicados.
Hoje, entretanto, a trova possui a sua conceituação própria, diferenciando-se da quadra e da poesia de cordel, da Trova Gauchesca, do Repente, bem como do poema musicado da Idade Média. Um movimento cultural em torno da trova surgiu no Brasil a partir de 1950 e chamou-se Trovismo. A palavra foi criada pelo poeta e polÃtico falecido J. G. de Araújo Jorge e pelo escritor e historiado, Eno Theodoro Wanke.
Em 1960, foram realizados os Primeiros Jogos Florais, com sucesso, e a fundação oficial da União Brasileira de Trovadores, juntamente com uma plêiade de idealistas do Rio de Janeiro.
O Dentista Gilson de Castro é considerado o maior divulgador da Trova nos anos 50 e 60. Usava o pseudônimo de Luiz Otávio. Era carioca, nascido em 18 de Julho de 1916 e deixou o seu nome inscrito nas páginas literárias desse paÃs como o PrÃncipe dos Trovadores Brasileiros, pelo seu trabalho incessante e gigantesco em prol da causa da trova. No dia 31 de Janeiro de 1977, Luiz Otávio, alçou vôo para a eternidade.
Em 1980, ao criar o Clube dos Trovadores Capixabas, o poeta Clério José Borges fez despontar o Neotrovismo, que é a renovação do movimento em torno da Trova no Brasil.
Trovismo: Movimento cultural em torno da Trova no Brasil, surgido a partir de 1950. A palavra foi criada pelo poeta e polÃtico falecido J. G. de Araújo Jorge. O escritor Eno Teodoro Wanke publica em 1978 o livro “O Trovismoâ€, onde conta a história do movimento de 1950 em diante.
Neotrovismo: É a renovação do movimento em torno da Trova no Brasil. Surge em 1980, com a criação por Clério José Borges do Clube dos Trovadores Capixabas. Foram realizados 20 Seminários Nacionais da Trova no EspÃrito Santo e 5 Congressos Brasileiros de Poetas Trovadores. O Presidente Clério José Borges já foi convidado e proferiu palestras no Brasil e no Uruguai. Em 1987 concedeu inclusive entrevista em Rede Nacional, no programa “Sem Censura†da TV Educativa do Rio de Janeiro, ao lado do ator já falecido, CaÃque Ferreira e do Cantor Antônio Maria.
DIFERENÇA DE TROVA E QUADRA
A Trova possui o seu conceito plenamente estabelecido: É o poema de quatro versos setessilábicos com rima e sentido completo. Já Quadra é toda estrofe formada por quatro linhas de uma poesia.
Assim, não é verdade que Quadra e Trova sejam a mesma coisa e que a Trova evoca mais os Trovadores da Provença Medieval e que a Quadra seria uma forma de se fazer poesia mais moderna. A Quadra pode ser feita sem métrica e com versos brancos, sem rima. Aà então será só uma quadra sem ser a Trova que obrigatoriamente terá que ser metrificada.
TROVA É OBRA DE ARTE, É LITERATURA
Trova, nos dias atuais, é cultuada como Obra de Arte, como Literatura.
A Trova é uma composição poética, ou seja, uma poesia que deve obedecer as seguintes caracterÃsticas:
1- Ser uma quadra. Ter quatro versos. Em poesia cada linha é denominada verso.
2- Cada verso deve ter sete sÃlabas poéticas. Cada verso deve ser setessilábico. As sÃlabas são contadas pelo som.
3- Ter sentido completo e independente. O autor da Trova deve colocar nos quatro versos toda a sua idéia. A Trova difere dos versos da Literatura de Cordel, onde em quadra ou sextilhas, o autor conta uma história que no final soma mais de cem versos, ou seja, linhas. A Trova possui apenas 4 versos, ou seja, 4 linhas.
4- Ter rima. A rima poderá ser do primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto, no esquema ABAB, ou ainda, somente do segundo com o quarto, no esquema ABCB. Existem Trovas também nos esquemas de rimas ABBA e AABB.
ESCRITOR JORGE AMADO E A TROVA
Segundo o escritor Jorge Amado:
“Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a Trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a Trova e o Trovador são imortaisâ€
Poeta para ser Poeta precisa saber metrificação, saber contar o verso. Se não souber o que é escansão, ou seja, medir o verso, não é Poeta.
Trova é uma composição poética clássica de forma fixa, constante de quatro versos de sete sÃlabas poéticas, rigorosamente metrificados e rimados. Uma estrofe, qualquer que seja constante de quatro versos chama-se quadra (=quarteto). A trova, portanto é uma quadra, mas nem toda quadra é uma trova. Isso por que, uma quadra para ser trova deve atender as exigências de ter sentido completo e independente, e de possuir as rimas assim esquematizadas: ABSB; ABBA; AABB; e ABCB. A trova mais cultivada é a elaborada com o esquema de rimas ABAB.
DEFINIÇÃO DE POESIA
Poesia é a forma de expressão lingüÃstica destinada a evocar sensações, impressões e emoções por meio da união de sons, ritmos e harmonias, utilizando-se vocábulos essencialmente metafóricos.
A poesia surgiu intimamente ligada à música. As poesias dos aedos gregos e trovadores medievais promoviam a união entre a letra do poema e o som. Ao longo dos anos, este vÃnculo foi se intensificando, mas houve uma distinção técnica entre a música (que passou a ser escrita em pautas) e a poesia que preservou a rÃtmica natural, e passou a ser construÃda por meios gramaticais. Posteriormente, a poesia ganhou fundamentos e regras próprias.
DIFERENÇAS ENTRE POEMA E POESIA
Existe alguma divergência entre o que significa Poema e Poesia. Para efeito geral, considera-se que são sinônimos; mas para a definição acadêmica, Poesia é o gênero de composição poética e Poema é a obra deste gênero.
Para que entendamos melhor, vejamos a definição de Poema segundo o eminente escritor, Assis Brasil:
“Poema é o “objeto†poético, o texto onde a poesia se realiza, é uma forma, como o soneto que tem dois quartetos e dois tercetos, ou quatorze versos juntos, como é conhecido o soneto inglês.
Um poema seria distinto de um texto ou estrofe. Quando essa nomenclatura definitiva é eliminada, passando um texto a ser apresentado em forma de linhas corridas, como usualmente se conhece a prosa, então se pode falar em poema-em-prosa, desde que tal texto (numa identificação sumária e mecânica) apresente um mundo mais “poéticoâ€, ou seja, mais expressivo, menos referente à realidade. A distinção se torna por vezes complexa. (…) a poesia pode estar presente quer no poema que é feito com certo número de versos, quer num texto em prosa, este adquirindo a qualidade poema-em-prosaâ€.
Já Poesia, Assis Brasil define assim:
“(…) uma manifestação cultural, criativa, expressiva do homem. Não se trata de um ‘estado emotivo’, do deslumbre de um pôr-do-sol ou de uma dor-de-cotovelo; é muito mais do que isso, é uma forma de conhecimento intuitivo, nunca podendo ser confundido o termo poesia com outro correlato: O poemaâ€.
DEFINIÇÃO DE VERSO
Verso é cada uma das linhas de um poema. É a unidade rÃtmica da composição poética. Existem três qualificações de verso: VERSO AGUDO; VERSO GRAVE e VERSO ESDRÚXULO.
Verso Agudo é o que termina em palavra oxÃtona ou em monossÃlabo tônico. Exemplos: trenó, luz.
Verso Grave é o verso que termina em palavras paroxÃtonas. Exemplos: palavra, bonito, capote.
Verso Exdrúxulo é o verso que termina em palavras proparoxÃtonas. Exemplos: lépido, insÃpido, súbito, apátrida.
DEFINIÇÃO DE POEMETO
POEMETO é um poema curto. De poemetos, temos belos exemplos, como sejam: O Melro e O Fiel, de Guerra Junqueira, e Juca Mulato, de Menotti Del Picchia.
DEFINIÇÃO DE ELISÃO
ELISÃO é a fusão de duas ou mais vogais no mesmo verso, formando uma sÃlaba só. Exemplo: Dei-te amor (4 sÃlabas) = Dei-tea-mor (3 sÃlabas poéticas).
DEFINIÇÃO DE HIATO
HIATO é o encontro de duas vogais, em sÃlabas diferentes. Nas frases em que ele ocorre, as vogais não se fundem quando da leitura do verso. Exemplo: Está a falar.
O QUE É E COMO SE FAZ A CONTAGEM DAS SÃLABAS
Na tradição de nossa lÃngua, a contagem de sÃlabas no verso difere da contagem gramatical das palavras na frase.
Enquanto nesta são consideradas todas as sÃlabas, no verso ela se processa como se fala, com a absorção de vogais pronunciadas. Em poesia não se contam:
- A última sÃlaba do verso grave. Exemplo: Na palavra membrana, não se conta a sÃlaba na;
- As duas últimas sÃlabas, no verso esdrúxulo. Exemplo: Na palavra prática, não se contam as sÃlabas ti-ca.
DEFINIÇÃO DE RIMA
Embora desconhecida na literatura antiga, a rima tornou-se – a partir do inÃcio da Idade Média – um elemento fundamental da lÃrica. Ela reforçava os aspectos sonoros e musicais dos versos, além de estabelecer algumas correspondências de sentido entre eles. A rima nasce de uma semelhança ou de uma igualdade de sons em dois ou mais versos: calor / amor; remédio / tédio; etc. Geralmente, ela se dá no final dos versos, de forma alternada (AB/AB), como nesta estrofe de um poema de VinÃcius de Moraes:
Distante o meu amor, se me afigura (A)
O amor como um patético tormento (B)
Pensar nele é morrer de desventura (A)
Não pensar é matar meu pensamento. (B)
As rimas também podem aparecer duas a duas (AA/BB/CC), sendo conhecidas como rimas emparelhadas. Existe também as que ocorrem entre o primeiro e o quarto versos, o segundo e o terceiro (AB/BA), recebendo o nome de rimas entrelaçadas. Há também uma rima interior, quando uma ou mais palavras que coincidem sonoramente estão no interior do verso. Veja-se este exemplo de Fernando Pessoa:
E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos.
Durante o século XVIII, os autores do Arcadismo, em nome dos antigos clássicos, combateram duramente a rima na poesia. Instituiu-se então o verso branco, onde as semelhanças ou identidades de fonemas não apareciam. No século seguinte, a rima ressurgiu com força, em especial nos autores do Romantismo e do Parnasianismo. Já no século XX, ela quase desapareceu diante do verso livre (sem rima e sem métrica), utilizado pela maioria dos poetas contemporâneos.
ORIGEM DA TROVA
A Trova é uma forma poética milenar. Possui mais de mil anos.
É originária da PenÃnsula Ibérica. PenÃnsula é uma porção de terra cercada de água por todos os lados, exceto um, por onde se liga a outra terra. A PenÃnsula Ibérica fica no Continente Europeu, ou seja, na Europa e, é constituÃda pelos paÃses Espanha e Portugal.
Até o século passado, isto é, século XIX, a Trova era exclusivamente popular. Feita pelo povo.
Os textos em forma de Trova se popularizavam nos cantares da rua, nas serenatas, nos passeios, nas festas de casamento, etc.
É certo que a Trova nasceu no perÃodo da Idade Média.
A Idade Média compreende o perÃodo de anos entre a invasão do Império Romano pelos bárbaros, no século V, em 476, até a data da ocupação de Constantinopla pelos Turcos, em 1453, no século XV. Na Antigüidade, vários povos, como persas, gregos, egÃpcios e romanos, dominaram vastas regiões pela força, através de exércitos e com guerras, construindo imensos Impérios.
Em 1389, os Turcos então chamados povos bárbaros, já atacavam as provÃncias orientais e em 1453 ocuparam Constantinopla. Era o fim do Império Bizantino que recebera este nome por estar centralizado na antiga cidade de Bizâncio. Constantinopla passou a chamar-se Istambul, e a religião Cristã foi substituÃda pela religião dos invasores Turcos, chamada muçulmana ou Islamismo.
Analisando a poesia das músicas cantadas nas cerimônias litúrgicas, ou seja, nas atividades religiosas, lá pelo século V, o historiador, Eno Teodoro Wanke, acabou descobrindo muitos refrões, já em forma de quadras.
Refrão significa estribilho, ou seja, versos repetidos no fim de um grupo de versos de uma composição poética.
A PenÃnsula Ibérica, no século VII fora invadida pelos Ãrabes. Segundo a BÃblia, os Ãrabes são descendentes de Ismael, filho de Abraão.
Ãrabe, significa “aqueles que falam claramenteâ€.
Subdivididos, em princÃpio, em muitas tribos, a partir do século VII, os Ãrabes formaram um Império baseado no Islamismo, uma religião fundada pelo profeta Maomé e que tem o Alcorão como livro sagrado de leis.
O Império Ãrabe expandiu-se através de feitos militares, chegando a ocupar vasto território em três continentes: Ãsia, Ãfrica e Europa. Os Ãrabes eram originários da Arábia, região da Ãsia. Os Turcos são originários da Turquia, região também da Ãsia e cuja extremidade sudeste do território ocupa a Europa. Por professarem uma religião diferente da religião Cristã, os Ãrabes e os Turcos eram chamados pelos povos Cristãos, como os Bárbaros.
No século XI, a expansão dos Ãrabes ia pela Ãsia Central Soviética até o noroeste da Ãfrica e a PenÃnsula Ibérica.
Assim o poeta Mocadem, poeta cego, nascido, em 840 da nossa Era, em Cabra, na região espanhola da Andaluzia, foi um dos primeiros a utilizar a Trova popular em estado rude, utilizando-a nos seus escritos em árabe, que fechavam com um poema curto, popular, em lÃngua
romance
(a falada na Andaluzia) denominada então de Carja.
Mocadem nasceu em plena dominação Ãrabe na Espanha, na PenÃnsula Ibérica e era, portanto um poeta de lÃngua Ãrabe. Faleceu em 920 D.C.
A partir do século XIII, a Trova começa a desenvolver-se com certo requinte, ou seja, de forma mais aprimorada, mais bem feita. Em “Cantigas de Santa Mariaâ€, livro escrito pelo Rei Afonso X, de Castela, região da Espanha, no século XIII, encontramos mais de 200 refrões com as caracterÃsticas da nossa Trova. Eis um exemplo:
Conhecidamente mostra
milagres Santa Maria
em aqueles que a chamam
de coração, noite e dia.
Os séculos seguintes estão cheios de poemas com refrões, com as caracterÃsticas de Trova.
No século XVI, encontramos Trovas do Poeta Camões.
LuÃs Vaz de Camões é considerado um dos maiores poetas épicos.
Poeta épico é aquele que faz poemas grandes, sobre assuntos e ações heróicas.
Camões nasceu em Lisboa em 1524. Em 1552, numa batalha na Ãfrica, perdeu o olho direito. Pouco se sabe com segurança sobre a vida de LuÃs Vaz de Camões. É provável que tenha nascido por volta de 1525, em Lisboa. Lutando contra os mouros, na investida portuguesa em Ceuta, em 1549, perde a vista direita, razão pela qual será sempre representado futuramente com um tapa-olho. Preso durante o ano de 1552 por se envolver em brigas, embarca para o Oriente no ano seguinte em serviço militar. Teve um relacionamento com Dinamene, companheira chinesa do poeta. Navegando pelo rio Mecon, na Indochina, o casal sofreria um naufrágio. Diz a lenda que Camões teria conseguido salvar a si e aos manuscritos dos LusÃadas, enquanto a infeliz Dinamene morria afogada. Camões dedicaria à amada morta vários de seus poemas lÃricos, procurando elevá-la à s mesmas alturas da Laura de Petrarca ou da Beatriz de Dante. Retornando a Portugal, consegue publicar, em 1572, a sua obra-prima, Os LusÃadas, e passa a viver de uma modesta pensão oferecida por Dom Sebastião, a quem dedicara seu poema épico. Morre em 1580, mesmo ano em que Portugal perdia sua autonomia polÃtica, caindo sob o domÃnio da Espanha. Em carta a Dom Francisco de Almeida, o poeta sintetiza este momento: “…acabarei a vida e verão todos que fui tão afeiçoado à minha Pátria que não me contentei em morrer nela, mas com elaâ€. Lisboa é a Capital de Portugal, paÃs que com a Espanha forma a PenÃnsula Ibérica.
Camões escreveu o poema épico, “Os LusÃadas†que possui 1.102 estrofes e 8.816 versos. Estrofe é um conjunto de versos de uma composição poética. Já verso, em poesia, é cada linha de um poema. Assim os “Os LusÃadas†é um poema que possui 8.816 linhas.
O livro “Os LusÃadas†foi publicado com sucesso em 1572. Apesar do sucesso de sua obra épica, Camões morreu na miséria em 1580. Poemas lÃricos seus, só foram publicados 15 anos após sua morte. Eis uma de suas Trovas, no esquema de rima “ABBAâ€:
Campos bem-aventurados
tornai-vos agora tristes,
que os dias em que me vistes
alegre, já são passados.
A partir de Camões (Século XVI) até o Século XVIII, a trova ficou, praticamente, no obscurantismo. Somente por volta de 1815, através de uma coletânea de contos folclóricos alemães de Wilhein e Jacob Grimm foi que a trova reapareceu. Em 1859, houve uma publicação sobre “trovas folclóricas†de CecÃlia Bohl, intitulada Cuentos y Poesias Populares Andaluces. Em 1867 veio a lume a coleção de “Trovas Portuguesasâ€, organizada por Teófilo Braga (1843-1924). Em 1883, foi lançado em Portugal, o livro “Cantos Populares do Brasilâ€, de autoria do sergipano Silvio Romero (1851-1914).
Em 1902, Antônio Correa de Oliveira (1879-1960) publicou o livro “Cantigasâ€, o primeiro livro de LÃngua portuguesa inteiramente de trovas.
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Clério José Borges Sobre Clério José Borges
Clério José Borges nasceu em 15 de setembro de 1950, em Aribiri, Vila Velha, ES. Formou-se Técnico de Contabilidade. É Escrivão de PolÃcia Civil desde 28 de março de 1975, tendo recebido as Medalhas de Bronze, Prata e Ouro, por 30 anos de serviços prestados a PolÃcia Civil do Estado do EspÃrito Santo. Fundou e foi o primeiro presidente da Academia de Letras e Artes da Serra, na cidade de mesmo nome, no Estado do EspÃrito Santo. É também fundador e primeiro Presidente do CTC – Clube dos Trovadores Capixabas, entidade cultural fundada em 1º de Julho de 1980. Membro do Clube Baiano da Trova, fundado por Rodolfo Coelho Cavalcante. Destacado ativista dos meios literários e trovistas, foi, inclusive, fundador da FEBET - Federação Brasileira de Entidades Trovistas, junto com o Escritor Paranaense Eno Theodoro Wanke e o Trovador Baiano, Rodolfo Coelho Cavalcante. Detém diversas honrarias, entre elas a designação de Cavaleiro, concedida por sua Majestade Pascal I, III do Bósforo. É membro da Real Ordem do Mérito de São Bartolomeu, concedida por Sua Majestade Theodore I. R. da Bithynia e Lydua, Duke de Umbros; Cavaleiro e Comendador Honorário da Ordem Ka-Huna do Poder Mental.
Já obteve inúmeras premiações em concursos de poesia. Palestrador emérito sobre trovismo, já atuou em quase todo o território nacional. Escreve contos infantis, que já foram publicados no jornal A Gazetinha. É acadêmico imortal da Academia de Letras e Artes da Serra, ALEAS e da Academia de Letras Humberto de Campos de Vila Velha, ES. È Academico Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras, de Cachoeiro de Itapemirim, ES e da Academia Petropolitana de Letras de Petrópolis, RJ, Como jornalista, já trabalhou nos jornais A Tribuna e O Diário, de Vitória, ES. Também atuou como professor nos Colégios: Agenor de Souza Lee, de Vila Velha; Comercial Brasil de Cobilândia; Instituto Educacional Rio Doce, de Santo Antônio; Colégio Clóvis Borges Miguel, da Serra e Instituto de Educação, da Praia de Santa Helena, em Vitória.
Foi Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Cultura do EspÃrito Santo, durante Cinco anos, de 04/01/1989 a 18/02/1993, onde foi eleito e atuou como Secretário e Vice-presidente do CEC-ES. Após 18/02/1993 e até o ano 2000, passou a pertencer à Câmara de Literatura do referido Conselho, CEC-ES. Editou o jornal alternativo Beija-flor e o Jornal dos Trovadores. Organizou os "Seminários Nacionais da Trova", realizados anualmente em Julho, de 1981 ao ano 2000, no EspÃrito Santo. Organizou os Congressos Brasileiros de Trovadores, em 2001 e 2002 em Domingos Martins; Em 2003, no Distrito de Nova Almeida, Serra; Em 2005, novamente em Nova Almeida; Em 2006 ajudou na organização do Congresso na Ilha de Paquetá, RJ e em 2007, organizou o Congresso eBrasileiro de Poetas Trovadores, na Serra Sede. Desde 12 de Junho de 1996 é Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do EspÃrito Santo, Fundado em 12 de junho de 1916. Fundou em 1986, com Zedânove Tavares e Emanuel Barcellos, o Jornal de Vila Velha. É morador da Serra, ES, desde 1979 e Cidadão Serrano desde 1994. Desde 2004 é Senador da Cultura, pela Sociedade de Cultura Latina, do Brasil (São Paulo).
OBRAS EM POESIA
O Vampiro Lobisomem de Jacaraipe, 1983; O Melhor dos Melhores, 1987; O Trovismo Capixaba. Participou das antologias: Trovadores Brasileiros da Atualidade, 1985; Trovadores, 1986-87; Mil Trovas de Amor e Saudade, 1984; Trovas da Constituinte, 1987; Brasil Trovador, 1987; Trovas sobre o Mar, 1988; Anais do Primeiro Encontro Nacional de Trovadores de Petrópolis, 1989; Escritores e Escritoras do Século XXI, 1994.
OBRAS EM PROSA
HISTÓRIA DA SERRA - Duas Edições do Livro que conta a história da Colonização da Cidade da Serra, no Estado do EspÃrito Santo.
POETAS E ESCRITORES DA SERRA -
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