Escravos dos seus senhores
Máxima Mariana
Baiana do Palácio de Cristal
Desde a exploração à colonização, ao contrário dos Estados Unidos, o Brasil foi colonizado por homens brancos que estupravam as índias e as africanas, mantidas como escravas, sem nenhum pudor... Dando início a formação do povo brasileiro. Onde muitos destes brancos amancebavam-se ou simplesmente rejeitavam e vendiam os seus filhos como escravos no seu real e grandioso valor, já que não nasciam negros ou índios e sim: caboclos mulatos ou de pele branca com todas as características do pai europeu, onde no mercado eram por demais apreciados para servirem como dama de companhia e moleque de recado... Enquanto que os filhos gerados pelo amor, apesar de todo o preconceito da sociedade na época, em uma família harmoniosa, atuaram juntos com seus irmãos de sangue na formação definitiva de um Brasil bem brasileiro na música, na poesia, no nacionalismo dos injustiçados e na cultura em geral: na música de Chiquinha Gonzaga, o Brasil guarani de José de Alencar a Carlos Gomes, Canção do exílio de Gonçalves Dias, Navio negreiro de Castro Alves e “Se dez vidas eu tivesse dez vidas eu daria” de Tiradentes. Consolidando a partir do dia do “Fico” a nação brasileira, não mais estrangeira “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação: – Diga ao povo que fico”, do nosso Imperador... E de tantos outros que compuseram o Brasil brasileiro, mostrando através da minha análise que toda planta semeada no terreno fértil precisa que haja água e sol para poder brotar.
Assim é o homem ao nascer, precisa de um lar em harmonia (terreno fértil), educação e amor (água e sol) ao seu redor. E é através de uma família assim que encontraremos um indivíduo socialmente melhor. Ao contrário dos filhos gerados pelo preconceito do pai que os vendiam. Seriam preconceituosos, maquinando através das suas próprias faces de traição: não suportando saber que foram gerados por mães negras, apesar de todos os seus traços e educação serem de brancos europeus. Tinham no sangue a cor e um passado negro nagô e desfrutavam da amizade e favores dos europeus em troca de informação sobre os negros fujões, onde juntos com os seus não mostravam a sua maquiavélica intenção. Assim no meio do desprezo dos verdadeiros brancos europeus, “Judas sobreviveu”. E só agora eu posso escrever; da humanidade a África e da Bahia o Brasil: “Libertação”.
“Oh homem de Pedra na cidade de Pedro!”
Abre-te agora para o milênio!
Mostra a tua cara
Orgulha-te de ser descendente
Dos africanos, imigrantes forçados!
Liberta-te dos preconceitos que te cercam!
Do racismo que te oprimi!
Aceita a nossa origem, dos resultados étnicos: Brasil!
Lembra-te homem de pedra
Que o Brasil foi construído,
Com suor e sangue dos nossos ancestrais!
Orgulha-te dos nossos ancestrais!
E orgulha-te de ti mesmo!
Oh homem de Pedra na cidade de Pedro!
Artigo escrito por Máxima, publicado pelo jornal Tribuna de Petróplis
no dia 6 de julho de 2004.
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