Procuro, como G. H., procuro, intransitivamente.
E não acho, e o que me escapa, me conduz
— não me conduz-para, me conduz.
Procuro a fórmula precisa, exata,
para dizer o nome do que não é nome:
o mioloconcretoinvisÃvel
o que sustenta a nervura nevrálgica,
o casulo que não resultará
em borboleta sequer.
Procuro a coisa morta
— que pulsa que pulsa que pulsa —,
como um solsempelemcarneviva.
Procuro a janela para o fora da vida,
isto é: o cerne da vida,
isto é: o vago vazio das vagas,
a anemnemônica aliteração anômala,
vazia,
autofagia nossa de cada dia,
pão solar-sonoro,
que nos causa
o desejo de nomear
os inumeráveis alvéolos da morte.
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