Hoje eu me sinto um tanto quanto complacente.
Folhetos de propaganda em contradição.
Me esqueço até daquela raiva habitual.
Vou tomar um café frio e trocar a água das flores.
Orgulho da função que desempenhava.
Me desvalendo de sorrir sem paixão.
Inebriado. Testado. Sei compreender.
O teu medo das primeiras gotas de água,
Que caíram do chuveiro.
Me fiz homem sem qualquer crueldade.
E hoje sou como diz meu prontuário.
A receita médica. Remédio. Cura.
Um novo comportamento e você me redesenhou.
Sei que não vou recorrer.
Ainda tentei negociar. Argumentar.
Sentenciado. Desbotado. Querida Luana
Que olha pra cima assustada esperando
As gotas de água que caem do chuveiro.
Ainda fico tímido ao mencionar teu nome
E te proteger dentro do meu país.
Me dediquei a tentar contar você
Luana e as gotas de água.
Luana e as gotas de água.
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