No dia em que morri

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Enzy C. · João Pessoa, PB
2/8/2014 · 0 · 0
 

No dia em que morri

Minha tristeza invade meu peito
Como um machado a podar
Todos os galhos
Todas as raízes do meu pensar

Sinto um vazio que se esvai devagar
Sinto meia boca, meia brisa a me deixar

Em minha boca, cada palavra não mais sai
Sem sentido, tudo o que acredito
De tudo o que existo já não significa nada mais

Em tormento me englobo sozinho em meus pensamentos
Me abraço e aperto e nesse fogo eu ardo e deixo-me queimar

Já não mais clamo, por perdão
Não penso mais em solução
Quando tudo que resta são lagrimas
Em meu mundo, em minha ilusão

Hoje já não quero respostas
Só quero ver a dor passar
Quero um pretenso recomeço
Só quero me animar

Mas pra mim, já não há solução
Me abraço em meus últimos suspiros
E com todo meu medo eu peço perdão

Que no fim me recebas de braços abertos
Em respeito por me quebrar em dois
Diante de todo tormento
Parto sem voz.

Enz Core
Tenório-Pb

Sobre a obra

Poema inundado de sentimentos falando da fila e da morte de uma forma direta.

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informações

Autoria
Enz Core
Ficha técnica
Poema de Vida e Morte
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