No dia em que morri
Minha tristeza invade meu peito
Como um machado a podar
Todos os galhos
Todas as raÃzes do meu pensar
Sinto um vazio que se esvai devagar
Sinto meia boca, meia brisa a me deixar
Em minha boca, cada palavra não mais sai
Sem sentido, tudo o que acredito
De tudo o que existo já não significa nada mais
Em tormento me englobo sozinho em meus pensamentos
Me abraço e aperto e nesse fogo eu ardo e deixo-me queimar
Já não mais clamo, por perdão
Não penso mais em solução
Quando tudo que resta são lagrimas
Em meu mundo, em minha ilusão
Hoje já não quero respostas
Só quero ver a dor passar
Quero um pretenso recomeço
Só quero me animar
Mas pra mim, já não há solução
Me abraço em meus últimos suspiros
E com todo meu medo eu peço perdão
Que no fim me recebas de braços abertos
Em respeito por me quebrar em dois
Diante de todo tormento
Parto sem voz.
Enz Core
Tenório-Pb
Poema inundado de sentimentos falando da fila e da morte de uma forma direta.
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