PAULISTA II
arranham céus
de tempos em tempos
almas arfam em lustres
tesão, paixão e ousadia
andar por andar edifica
a própria sorte
elevo, subo
topo
recosto na janela
já uma saudade
manhãs brilham
Brincam
de sol e sombra
cataclismas
corpo desliza
no salitre da pele fina
asfalto
no lábio em batom
da cidade
cintia thome
Paulista essa Avenida de tantos passantes anônimos, tantas marcas, caras e bocas, máscaras, gravatas, nó na garganta,feridas, tanta pele tatuada, tanto perigo, tanta sorte, tanto andrajo, tanta cédula partida, tantos inversos, tantas caras e coroas. Tanto amor na arte de ser infeliz ou feliz, na boca o grito, o orgasmo da boca pintada....
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