Percepções astrológicas – 04/08/2013

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uaxacben · Niterói, RJ
4/8/2013 · 0 · 0
 

Ainda temos uma Lua bastante curadora no céu, pois ao mesmo tempo que ela nos faz entrar em contato com os aspectos dolorosos e sombrios dentro de nós (participando ainda durante boa parte do tempo da quadratura Marte-Urano-Plutão), ao mesmo tempo pode nos colocar frente a frente com os tipos de atitude que muitas vezes pensamos que “combate” ou “repele” aquilo que rejeitamos em nós mesmos e no outro. Só que hoje temos a chance de descobrir, com mais clareza, que estes tipos de atitude na verdade fazem exatamente o contrário: perpetuam nossos sofrimentos, como um disco de vinil arranhado, pulando e repetindo o mesmo trecho de uma música que já estamos cansados de ouvir.

Isto pode nos dar uma importante chave: A MUDANÇA DE ATITUDE. Ou seja, podemos confrontar diretamente o que sentimos, pensamos, enfim, cultivamos dentro de nossa consciência, sem que isto seja necessariamente uma batalha de vida ou morte. E, ao contrário, começar a perceber o quanto o jogo de adulações e autossatisfação esconde perigosas armadilhas egocêntricas, frágeis, onde uma simples expectativa projetada no outro que seja quebrada, num simples toque de mágica transforma uma “paixão”, um “amor”, num monstro, num vilão malévolo, que na verdade é apenas um reflexo dos fantasmas que nosso desejo de autogratificação cria. É tão complicado admitir o quanto queremos ser amados de maneira tão condicional e manipulada, não é mesmo?

O mesmo colo que a mãe oferece pode ser o papel pega-moscas que nos prende... Assim que a aranha captura e devora suas presas menos atentas... O ataque a inimigos imaginários ou as teias que armamos para capturar presas são partes sutis e ao mesmo tempo indesejáveis de nossa personalidade, além de serem partes mal integradas de nosso feminino, que muitas vezes ficam escondidas por trás de capas de moralismo, que muitas vezes chamamos de “compaixão”, “perdão”, mas que escondem demônios horríveis, venenos que nos contaminam e nos matam aos poucos, nos apartando de uma vida calorosa, plena.

Os índios, quando querem se imunizar do veneno de cobra, tomam uma dose não letal deste veneno todo dia, assim como é o mecanismo da homeopatia, das vacinas, etc. E é assim que funciona: a diferença entre o veneno e o remédio é a dosagem. Mas para isto, é preciso deixar de nos confundir e identificar o que é doença dentro de nós, nossos venenos, tirando as máscaras que o moralismo “bonzinho” nos cria. Trata-se de eliminar a visão dualista, ter uma visão menos fantasiosa, que apenas esconde nosso desejo de ser sempre querido, escondido por trás de projeções emocionais, fugas, relacionamentos obscuros, descargas de violência, etc. Não adianta se esconder, um dia a verdade lhe encontra. Aceite-a, libere-se. A Lua Balsâmica serve para isso. Bom dia a todos.

Sobre a obra

Percepções astrológicas – 04/08/2013 - Por João Marcos Cividanes

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Autoria
João Marcos Cividanes
Ficha tcnica
Astrólogo, Tarólogo, Terapeuta Holístico
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