Poema Sem Nome

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Maringá · Rio de Janeiro, RJ
6/3/2008 · 58 · 0
 

Como que em prece
Dirijo meus olhos ao céu
E sinto acariciar-me
O doce vento vindo do oeste.
É ele quem faz quebrar
As ondas brumosas
Que vêm dar na praia,
Causando singelo alarido.

Vão-se encerrando as horas
E de púrpura cor
Vai-se tingindo o firmamento.

Não sei se existem os deuses
Tal como nos é dado conhecer
Os antigos,
Todavia não posso deixar lograr
O pensamento de que
Excelso ser dirige tamanho espetáculo,
Que é o passar das horas na Terra,
O quebrar das ondas na praia,
O correr do vento na pele.

Como que em prece
Estas reflexões faço brotar
Em minha mente,
Enquanto contemplo a natureza
Em sua majestade e imensidão.

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Maringá
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