Regresso do calor
A face do mundo calou
Em silêncio de pétalas
De gêlo
Um sossego sem calor
Que nem anjo ou homem
Desejaria tê-lo
E inerte permaneço na janela
Como a pintura de um condenado
À liberdade
Miro veredas, espero Primavera
Um colorido qualquer que mate
A saudade
Quando eu sorria e meu corpo
Era quente, não via que já
Sabia amar
Vago nos dias, triste e absorto
Olhando pela moldura, esperando
Ela voltar
Quinzé e outros poemas, nasceu brincando já com o nome; São quinze poemas que vão como presentes aos amigos (antigos e novos), carregados de imagens surreais e delÃrios próprios deste que vos escreve. E por cada um deles me responsabilizo como um pai aos seus filhos; Meninos danados que ficam azucrinando os pensamentos do sujeito, doidos para ir brincar lá fora...lá fora onde? - Sei lá, por aÃ. São quinze, cada um com seu jeito e sua intenção, mas não tenha medo não, são traquinas, mas sem maldade. Ficam mexendo com os anjos, com as deidades, com os sonhos e fantasias, com as amigas e, vixi Maria, até com o criador (que me perdoe Nosso Senhor). Se o que eles dizem é verdade... olhe, eu não sei, só sei que é de coração.
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