Sou neto, filho, pai, avô e mais tudo
que o prazer p’ra ser assim me indique.
Sou feto, ilha, raiz e o amor mudo
que pelo mar em tormenta vai a pique.
Sou uma rima sem se ter, arma e escudo
da paz, para que contra a guerra brigue,
sustentando o ideal com que me iludo,
represando as águas do meu peito em dique.
Um verso de poema sem mérito algum
e toda a glória infinita de viver.
Sou a dualidade que existe em cada um,
o absurdo e o absoluto de se ter
tudo em nada e nada em tudo, em comum,
transcendendo as próprias fronteiras do ser.
" tudo em nada e nada em tudo". Fantástico. VotadÃssimo!!!
Dayvson Fabiano "ImorrÃvel" · Recife, PE 16/1/2009 10:40Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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