Soneto polimétrico IV

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Cláudio Carvalho Fernandes · Teresina, PI
16/1/2009 · 41 · 1
 


Sou neto, filho, pai, avô e mais tudo
que o prazer p’ra ser assim me indique.
Sou feto, ilha, raiz e o amor mudo
que pelo mar em tormenta vai a pique.

Sou uma rima sem se ter, arma e escudo
da paz, para que contra a guerra brigue,
sustentando o ideal com que me iludo,
represando as águas do meu peito em dique.

Um verso de poema sem mérito algum
e toda a glória infinita de viver.
Sou a dualidade que existe em cada um,

o absurdo e o absoluto de se ter
tudo em nada e nada em tudo, em comum,
transcendendo as próprias fronteiras do ser.


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Cláudio Carvalho Fernandes
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Dayvson Fabiano
 

" tudo em nada e nada em tudo". Fantástico. Votadíssimo!!!

Dayvson Fabiano "Imorrível" · Recife, PE 16/1/2009 10:40
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