LA PETIT MORT

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Wesley Peres · Goiânia, GO
30/12/2006 · 16 · 1
 

La petit mort

A pequena morte mora em cada movimento silencioso de cada órgão, e as sinapses enredam as distrações para que o homem não saiba disso. Máquina, uma boa metáfora para o corpo, um consolo — algo como acreditar que o sol-posto tem qualquer coisa a ver com a vida. Oxigênio e analogias, tudo o que se precisa para manter de pé a simulação necessária entreposta entre os olhos e o sol ensurdecedor da pequena morte silenciosa. O pensamento mais racional, sua concatenação mais rigorosa é farpa macia diante do calmo abismo de materializar a morte entrededos. Ter entrededos o corpo inerte de alguém inscrito no vento ósseo da memória, a isso chamo tomar consciência, não sináptica, mas consciência carnal, nodular, óssea.
A pequena morte, sal para que o corpo contamine de vísceras o mais abstrato dos deuses.

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Tom Damatta
 

Gostei de sua poesia em prosa, Wesley. Por isso votei. Mas o espaço para publicações do gênero é o Banco de Cultura.

Tom Damatta · Araguaína, TO 1/1/2007 12:46
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