O câncer é a segunda causa de morte no Brasil. Nos Estados Unidos, o câncer também é a segunda causa de morte, porém a tendência atual é a diminuição da incidência e morte por esta doença neste paÃs, particularmente os cânceres de intestino e próstata no homem e mama na mulher apresentam redução nas suas taxas de mortalidade e o papel da prevenção é evidente. Destaca-se o fato de que com o envelhecimento da população a incidência anual da doença venha a aumentar para ambos os sexos em todo o mundo.
O câncer infantil é raro. EstatÃsticas americanas e canadenses mesmo assim apontam o câncer infantil como a segunda causa mais comum de morte (idade de 1 a 14 anos). Ao contrário do observado nos adultos, o câncer infantil vem crescendo em incidência nos Estados Unidos. As taxas de morte por este câncer caÃram nos últimos 40 anos, porém nos paÃses pobres estas taxas são altas por falta de recursos para tratamento.
Apesar de ser uma doença devastadora, hoje sabemos que 3 fatores são fundamentais para diminuÃrem as chances de manifestação da doença: dieta saudável, estilo de vida adequado e manutenção de atividades fÃsicas. Embora estes fatores não estejam bem comprovados no câncer infantil, entende-se a necessidade de se identificar agentes cancerÃgenos que atuam nos genes dos fetos de forma a causar alterações que futuramente colaborarão para o surgimento do câncer infantil.
São conhecidos que o excesso de carne vermelha, o excesso de gordura usada no seu preparo e mesmo a utilização de temperaturas superiores a 180º C podem causar o aparecimento de câncer de mama, intestino e outros sÃtios do aparelho digestivo. A temperatura de cozimento tem sido um aspecto importante a ser destacado, pois seu efeito maléfico acima dos 180º C pode ocorrer até mesmo no preparo de aves e peixes. A carne processada também está relacionada ao câncer intestinal. Este tipo de alimento inclui linguiças, salsichas, salame, bacon, carnes salgadas e embutidos. Os processos envolvidos são cozimento, defumação, assar, grelhar, realizar salga, adicionar açúcar e ingredientes quÃmicos com potencial carcinogênico.
A dieta pobre em fibra favorece o aparecimento de câncer, notadamente o câncer de intestino. Portanto, o uso de fibras e grãos integrais protege o organismo do aparecimento do câncer, ao contrário dos grãos refinados como arroz branco, farinha de trigo refinada e outros. Além disto, os grãos refinados favorecem certas doenças como, por exemplo, diabetes e obesidade. O açúcar pode estar relacionado a determinados tipos de câncer quando usado em excesso. Em relação aos ovos e laticÃnios ainda não existe um consenso sobre seu consumo e aparecimento de câncer.
Uma dieta combinada rica em proteÃna animal, pobre em fibras, com alto conteúdo de grãos refinados, comida processada, açúcar e sal compõe um cenário propÃcio ao aumento da probabilidade de câncer. Este tipo de dieta aumenta a biodisponibilidade de hormônios sexuais que nesta situação acentuam seu potencial carcinogênico. Isto é combatido pela dieta rica em fibras, grãos, sementes e diversas espécies vegetais. Claro que uma menor ingestão de carnes deve ser também realizada.
O consumo de álcool está ligado a diversos tipos de câncer. Evidentemente quanto maior quantidade de álcool ingerida maior o risco de câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, mama e câncer de intestino. O álcool é o fator dietético mais fortemente relacionado ao câncer de intestino, com um risco de 60% a mais em consumidores pesados em relação aos que não o consomem ou são usuários leves. Está também relacionado ao aparecimento do segundo tumor mamário primário. O risco de câncer é ainda maior quando o consumo de álcool está associado ao tabagismo. O estado inflamatório crônico do organismo é maior na associação álcool-tabaco do que no tabagismo ou etilismo isoladamente. O estado inflamatório crônico do organismo causado pelo álcool e fumo é responsável por distúrbios da imunidade que acaba por falhar em reconhecer e eliminar as células cancerosas. Além disto, o produto de degradação do álcool pelo organismo, o acetaldeÃdo, danifica o DNA, levando a mutações que podem produzir doenças como o câncer. Quanto mais se ingerir álcool, maior a concentração de acetaldeÃdo formada no organismo e circulando pelos tecidos do corpo, causando lesões em vários locais e órgãos. O álcool tem potencial genotóxico (causa danos ao material genético das células).
Em relação a temperos e ervas, os estudos têm apontado a pimenta do reino e a noz-moscada como fator de risco para câncer de estômago e fÃgado quando consumidas em altas quantidades. Porém os estudos ainda não são consistentes.
O consumo de água também pode favorecer o aparecimento de câncer. A água clorada está relacionada a risco aumentado de câncer, assim como a adição de flúor. Este último está relacionado a uma variedade de tumores e alguns paÃses europeus já não adicionam mais flúor à água. Contaminação do solo por depósitos naturais de substâncias tóxicas ou contaminaçaão por resÃduos industriais podem também causar câncer.
A contaminação dos alimentos por herbicidas, pesticidas, fungicidas e sua relação com câncer é bem conhecida. Eles são responsáveis por uma variedade de cânceres conhecidos, tanto os frequentes quanto os raros. Eles facilmente se acumulam nos alimentos. Nos rebanhos, a ração pode estar comprometida, contaminando carnes e derivados. Também substâncias formadas pela contaminação por fungos aumentam o risco de câncer. Cuidados na compra e estocagem de alimentos são de importante atenção.
Realmente o aumento da incidência de câncer é visÃvel aos olhos de todos, não precisando ser nenhum especialista para se perceber isto. Fatores ambientais, quÃmicos e hábitos alimentares inadequados vão pouco a pouco comprometendo a saúde da população e o câncer se torna um problema de saúde pública. As estratégias de saúde pública devem visualizar as diferentes formas de prevenção agindo tanto no ambiente quanto nas comunidades, melhorando a qualidade de informação em relação à doença. O câncer é o mal de nossa civilização, alimentado por diversos interesses polÃticos e financeiros espúrios, falta de informação e medidas preventivas por parte das instituições públicas.
Para maiores informações sobre a prevenção do câncer acesse: http://vivasemcancer.com.br
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