O túmulo do samba é o cúmulo de otras cositas mas

CD 18.000 MultiMidia Pack - CD Expert - 1997
A propriedade, mais do que nunca, é um roubo
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Cláudio Carvalho Fernandes · Teresina, PI
23/2/2012 · 0 · 0
 

Os Estados Unidos da América (que pena : ) do Sul, a 'Chuíça'*, da nova epopéia (pra não dizer tragicomédia) bundeirante não é só o "túmulo do samba" mas túmulo da arte e da cultura, túmulo da democracia(,) da economia ...


POR QUE CRIVAR O EIXO RIO-SAMPA E ESPECIALMENTE SÃO PAULO ?


O que move a ação do homem é, geralmente, a economia. Daí que, se manifesta uma situação de desigualdade material e injustiça, pela má distribuição dos bens de todas as naturezas para indivíduos e grupos sociais, a tendência é, se mantida tal ordem, aprofundarem-se as questões e intensificarem-se as tensões em todas as esferas e nos vários aspectos da vida das populações que repartem (desigualmente) essa realidade. Quem pretende que tal situação de desigualdade permaneça ou até se reforce, atenta contra o bem da humanidade e os seus princípios de solidariedade humana. Todos os demais aspectos da realidade desse povo, a partir da materialidade, sofrem a influência da concentração econômica, que termina determinando e/ou também concentrando tais aspectos como a própria organização social e a cultura. Se há iniciativas para reduzir tais desigualdades e estas são rechaçadas por parte de grupos minoritários com ascendência econômica e/ou política sobre parte dos demais participantes, impõe-se o enfrentamento e neutralização das ações centralizadoras desses grupos como forma de se alcançar uma melhor distribuição de bens de natureza material e/ou imaterial (bens culturais, notadamente) para as maiorias oprimidas pela concentração econômica e suas resultantes. A concentração econômica gera conseqüente concentração das iniciativas e participações de ordem cultural, as quais por sua vez vão alimentar ideologicamente a permanência da concentração material, refazendo-se esse ciclo infinitamente, se não descontinuado em sua base natural, física, econômica. Por isso a importância, por exemplo, das políticas sociais/públicas implementadas nos recentes três mandatos populares no governo federal brasileiro, como forma de, entre outras coisas, distribuir renda mais equitativamente e sanar em parte as desigualdades gritantes entre as regiões e suas populações.

No caso da realidade brasileira, é preciso esvaziar o Eixo Rio-Sampa, especialmente São Paulo, do poder econômico e ideológico que o mantém como centro fomentador das desigualdades de toda ordem que se manifestam no contexto nacional. Apesar das mudanças necessariamente começarem pelo aspecto econômico, isso também vale para as dimensões não materiais da sociedade: importa a maior valorização sócio-cultural das regiões que tradicionalmente têm permanecido no cone de penumbra projetado pela excessiva “iluminação” (de origem econômica) das áreas ditas metropolitanas, especialmente as do eixo sudeste. É exatamente a inversão das expectativas em relação ao desigual tratamento histórico da economia e da cultura que faz com que Rio-São Paulo, principalmente este, seja o Eixo do Mal que atinge a sociedade brasileira, baseada, até o momento, nessa ordem desigual, injusta e arbitrária. Tratar os desiguais de forma igual é perpetuar a injustiça e manter a própria desigualdade. “De influência socialista, desenvolvida a partir da segunda metade do século XIX, a igualdade material se volta a diminuir as desigualdades sociais, traduzindo o aforismo tratar desigualmente os desiguais na medida da sua desigualdade, a fim de oferecer proteção jurídica especial a parcelas da sociedade que costumam, ao longo da história, figurar em situação de desvantagem, a exemplo dos trabalhadores, consumidores, população de baixa renda, menores e mulheres” ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Igualdade ). Trata-se, portanto, de dar a cada qual de acordo com as suas necessidades. A exploração econômica se traduz, necessariamente, em um também amplo domínio cultural implícito nas relações diversas mas concentradas (e concentradoras), de hegemonia ideológica na teia dessa cultura de base mais etnocêntrica.



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(*) Chuíça é, no dizer do digno jornalista Paulo Henrique Amorim, o que o PiG (Partido da imprensa Golpista) de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

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