Parque Arqueológico capacitará educadores

Divulgação
Professores da região de Rio Claro participarão de seminário dia 30 de agosto
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Marcelle Braga · Rio de Janeiro, RJ
25/8/2010 · 0 · 0
 

No próximo dia 30 de agosto, segunda-feira, representantes do Instituto Light e do Instituto Cultural Cidade Viva se reunirão com diretores, coordenadores pedagógicos e professores de escolas da região de Rio Claro com o objetivo de apresentar o programa educativo do Parque Arqueológico de São João Marcos. São esperados para o encontro 70 educadores das áreas de história, letras, educação física e educação ambiental, responsáveis pelo ensino de cerca de 2000 alunos.

Primeiro Sítio Arqueológico Urbano do Brasil, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, na região do Vale do Paraíba, no Rio de Janeiro, é um projeto pioneiro de resgate de uma cidade desaparecida há 70 anos. Além de trazer de volta a história de uma das mais importantes cidades do Ciclo do Café, o Parque terá uma área de visitação, apoiada por programas educativos, ambientais e de lazer.

“Este encontro visa a capacitação de professores que serão os mestres de cerimônias dos alunos durante as visitas ao parque”, explica a coordenadora do projeto Iara Faccini. “Para isso, vamos distribuir cartilhas educativas e reunir profissionais de arqueologia, museologia, turismo e meio ambiente que trabalharam no projeto para que falem sobre a importância de cada área”, completa.

O seminário marcará ainda a abertura da agenda de visitações do parque, que será inaugurado oficialmente em outubro. A partir daí, todas as visitas deverão ser agendadas. O horário de visitação será às quintas e sextas-feiras, de manhã e à tarde. O visitante poderá caminhar por circuitos delimitados, onde poderá reconhecer a estrutura básica da cidade, as ruínas de suas ruas e construções. Nos próximos 5 anos, o Parque irá explorar também o seu potencial ecológico e de lazer, oferecendo trilhas, passeios de barco, etc. Este conjunto de ações visa o crescimento econômico, turístico e social da região, com vistas a atingir a autossustentabilidade do Parque.

Situado às margens da antiga Estrada Imperial que ligava Mangaratiba à Minas Gerais, o Parque trás à luz a antiga cidade de São João Marcos – primeira cidade histórica brasileira a ser tombada (1939), posteriormente destombada (1940), por decreto, pelo governo Getulio Vargas, e demolida para o aumento da capacidade do complexo hidrelétrico de Ribeirão das Lajes, que supria a demanda de energia da cidade do Rio de Janeiro, em constante expansão.

Concebido com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Instituto Estadual do Patrimônio Cultural -, Instituto Estadual do Meio Ambiente, Prefeitura de Rio Claro, e Eletronuclear, o projeto teve início em 2008, e conta com uma equipe multidisciplinar que reúne arqueólogos, museólogos, historiadores, arquitetos e paisagistas. O marco inicial do trabalho foi a realização de uma intensa pesquisa histórica, iconográfica e ambiental, a coleta de depoimentos de antigos moradores e um trabalho cuidadoso de prospecção arqueológica. Este levantamento permitiu a construção de maquete, revelando a antiga cidade e a elaboração de projetos paisagístico, museólogo, de sinalização, além de programas arquitetônicos para a construção de um Centro de Memória e de um anfiteatro para 150 pessoas.

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