Cerca de 80 educadores da rede pública de ensino participaram do seminário de apresentação do programa educativo do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, realizado nesta segunda-feira, dia 30 de agosto, no auditório do colégio São José, em Rio Claro. Os professores, diretores e coordenadores presentes ao evento representam 17 escolas municipais e 3 estaduais, que atendem a mais de 5 mil alunos da região. Após o encontro, professores, diretores e coordenadores do projeto fizeram uma visita guiada ao parque, sob orientação do arqueólogo Ondemar Dias, responsável pelas escavações do sítio.
O objetivo do encontro foi distribuir cartilhas educativas e capacitar professores que serão os mestres de cerimônias dos alunos durante as visitas ao parque. O seminário marcou ainda a abertura da agenda de visitações, que terão início dia 4 de outubro somente para o público escolar. “Esse projeto vai dar um ótimo dinamismo para as aulas”, disse a Secretária de Educação Diva Alves. “A partir de agora os professores terão argumentos reais para incentivarem os alunos a se interessarem pela história de São João Marcos. Esse projeto vai despertar o interesse não só pela história, como pela cultura e meio ambiente da região”, comentou Diva.
Promovido pelo Instituto Light em parceria com o Instituto Cultural Cidade Viva, o seminário contou também com a presença do Secretário de Meio Ambiente, Mário Vidigal, do representante da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer, Alexandre Oliveira, dos coordenadores do projeto Luiz Felipe Younes e Iara Faccini, do arqueólogo Ondemar Dias Carneiro, e da museóloga Daniela Camargo. “Hoje é um dia muito importante, é um marco, pois aqui começamos a trabalhar efetivamente a inauguração do parque”, afirmou Luiz Younes.
O arqueólogo Ondemar Dias apresentou uma síntese sobre o trabalho de pesquisa e escavações das ruínas e fez uma apresentação sobre os locais descobertos. “Vocês têm um tesouro fantástico a conhecer, a divulgar e, sobretudo, a zelar”, sugeriu o professor.
O representante da Secretaria de Turismo, Alexandre Oliveira, lembrou que este será o primeiro atrativo turístico de Rio Claro, município pertencente à região da Costa Verde. “O parque será um atrativo de peso pra incluir Rio Claro nesse roteiro. Observo que já há uma mudança no empresariado local, que está investindo em mão de obra especializada. Os moradores também estão se capacitando. Tenho certeza de que o turismo irá contribuir para o desenvolvimento sustentável de Rio Claro”, comentou Alexandre.
A coordenadora do projeto Iara Faccici, encerrou as apresentações. “Hoje estamos plantando apenas uma semente. Tomem para si a responsabilidade de fazer deste parque um instrumento potencial de turismo”, concluiu.
Serviço: O programa oferece gratuitamente lanche, transporte da escola para o parque e de volta à escola, cartilha para alunos e professores, monitores para visitas guiadas e anfiteatro para atividades extras. As escolas que tiverem interesse em agendar visitas deverão ligar para 21 2233 3690 ou solicitar pelo e-mail contato@saojoaomarcos.com.br. As turmas devem ter no máximo 35 alunos, sempre acompanhados por um professor responsável. Todos os alunos deverão levar autorizações dos pais ou responsáveis. Em outubro, estão disponíveis as datas dos dias 7, 8, 14, 21, 22, 28 e 29. Em novembro, dias 4, 5, 11 e 12.
As visitações para turistas em geral terão início a partir de dezembro. O funcionamento será de quinta a domingo, das 9 às 16h.
O Parque: Primeiro Sítio Arqueológico Urbano do Brasil, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, na região do Vale do Paraíba, no Rio de Janeiro, é um projeto pioneiro de resgate de uma cidade desaparecida há 70 anos. Além de trazer de volta a história de uma das mais importantes cidades do Ciclo do Café, o Parque conta com uma área de visitação, apoiada por programas educativos, ambientais e de lazer.
Situado às margens da antiga Estrada Imperial que ligava Mangaratiba à Minas Gerais, o Parque trás à luz a antiga cidade de São João Marcos – primeira cidade histórica brasileira a ser tombada (1939), posteriormente destombada (1940), por decreto, pelo governo Getulio Vargas, e demolida para o aumento da capacidade do complexo hidrelétrico de Ribeirão das Lajes, que supria a demanda de energia da cidade do Rio de Janeiro, em constante expansão.
O projeto teve início em 2008, e conta com uma equipe multidisciplinar que reúne arqueólogos, museólogos, historiadores, arquitetos e paisagistas. O marco inicial do trabalho foi a realização de uma intensa pesquisa histórica, iconográfica e ambiental, a coleta de depoimentos de antigos moradores e um trabalho cuidadoso de prospecção arqueológica. Este levantamento permitiu a construção de maquete, revelando a antiga cidade e a elaboração de projetos paisagístico, museólogo, de sinalização, além da construção de um Centro de Memória e de um anfiteatro para 150 pessoas.
O projeto do Parque conta com patrocínio da Secretaria de Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e apoio do INEPAC, Prefeitura de Rio Claro, IPHAN e INEA.
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