Prêmio Rio Sociocultural anuncia vencedores dia 30

Divulgação / Projeto Paralelo Comunicação
Projeto Mestre Escola Fantoche, de Macaé, é um dos 10 finalistas
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Projeto Paralelo · Rio de Janeiro, RJ
28/5/2012 · 0 · 0
 

Já está virando tradição. Pelo terceiro ano consecutivo, o Teatro João Caetano, no centro do Rio, será palco da cerimônia de premiação do Prêmio Rio Sociocultural, dia 30 de maio. Na ocasião serão anunciados os cinco grandes vencedores entre os dez finalistas desta terceira edição, que teve 320 projetos inscritos de todo o Estado do Rio de Janeiro.

As dez ações selecionadas foram escolhidas por uma comissão formada por representantes das instituições parceiras do Prêmio. São elas: Projeto Mestre Fantoche Escola, de Macaé, Oficinas Grupo Teatro Novo, de Niterói, Cordel com a Corda Toda, de Nova Iguaçu, Livro no Ponto, de Petrópolis, Educando e Musicalizando São Sepé, de Pinheiral, Lona na Lua, de Rio Bonito, Mandala dos Saberes – Uma tecnologia Social, do Rio de Janeiro, Projeto 5 Visões – Formação Técnica em Audiovisual (P5V), do Rio de Janeiro, Projeto Dançarte, de São Fidélis, Plantando Ideias, Colhendo Soluções, de São José de Ubá. Os dez projetos finalistas já foram contemplados com R$3mil e os cinco vencedores ganharão mais R$5mil cada.

Neste dia, o público irá conhecer também os cinco Pontos de Cultura de destaque: Formação em Gestão Cultural Compartilhada, de Petrópolis, Plantando Ideias, Colhendo Soluções, de São José de Ubá, Mandala dos Saberes – Uma Tecnologia Social, do Rio de Janeiro, Na Boa Companhia, do Rio de Janeiro, Orquestra de Cordas da Grota, de Niterói e Multiplicando Talentos, também de Niterói. Cada um deles receberá Notebooks e certificados especiais Sebrae.

O Prêmio Rio Sociocultural foi criado com o objetivo de valorizar, divulgar e promover ações que contribuam para o crescimento social, para a autoestima das comunidades e que gerem trabalho, renda, cidadania e fortalecimento da identidade fluminense. Por conta disso, as ações participantes devem ser soluções simples, inovadoras e que dispensem grandes investimentos. Devem ter também potencial multiplicador para outras cidades, e ainda incluir segmentos culturais marginalizados, valorizar grupos culturais locais, e promover o desenvolvimento sustentável. “O Prêmio representa um estímulo as boas práticas de inclusão socialâ€, observa a presidente do Rio Solidário, Daniela Pedras.

O Prêmio Rio Sociocultural é realizado pelo RIOSOLIDARIO, em parceria com o Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV), com patrocínio da Ceg Rio e da Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, e apoio do Sebrae.

FINALISTAS


Cordel com a Corda Toda -
Nova Iguaçu
Idealizado com o objetivo de levar cordelistas para dentro das escolas, com o foco no resgate da cultura popular, o projeto é realizado há um ano e meio em três escolas municipais de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No bairro da Prata, ele é realizado em uma igreja e em uma associação, abrangendo também alunos de escolas estaduais e particulares. Atualmente, atende a 500 crianças. “A meta é chegar a 600 alunos e atender outros municípios como Caxias, Queimados e São João de Meriti. A região conta com uma grande população de imigrantes nordestinos, que se identificam com a cultura do cordelâ€, diz a idealizadora do projeto, Priscila Seixas.

Projeto Dançarte – São Fidélis

O projeto acontece uma escola estadual e atende a 95 alunos entre 5 e 17 anos. Três vezes por semana, eles têm aulas de dança moderna, street dance, dança popular, dança folclórica, coreografias afro e dança clássica. “Se o aluno falta à aula, vou até a casa dele saber se está doente, porque a mãe não levouâ€, diz a idealizadora do projeto, a animadora cultural Adriana Oliveira. Ela criou o Dançarte com o objetivo de tirar as crianças e adolescentes da ociosidade e hoje o projeto é multiplicado por ex-alunos em escolas de outras cidades. Todo final de ano, tradicionalmente, há uma apresentação na quadra esportiva da cidade e a população contribui com doações. O sucesso de público é garantido.

Educando e Musicalizando São Sepé -
Pinheiral
O projeto teve início em 2007, quando o músico Ramon Sant’Ana resolveu assumir a Banda de Música e Sociedade Recreativa de Pinheiral, fundada em 1957 e prestes a se desfazer. Hoje, atende a um total de 140 crianças e jovens em comunidades carentes de Pinheiral, distribuídos entre a banda de sopro e a orquestra de cordas. Mas quem pensa que se trata de um projeto de música clássica se engana, o repertório do grupo é diversificado, tocando desde Lady Gaga até Mozart. O projeto conta ainda com uma banda de tambores, composta por alunos da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).

Grupo Teatro Novo – Niterói e Rio de Janeiro

Essas oficinas de teatro voltadas para pessoas com deficiência intelectual (autistas e portadores de síndrome de down) acontecem em Niterói, no Clube Charitas, e no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker, há cerca de 15 anos. O grupo conta com 60 alunos de 15 a 48 anos, que ensaiam duas vezes por semana. Os mais antigos, ou aqueles que se destacam, entram para a Companhia, que conta hoje com 15 atores. Eles fazem apresentações ao longo de todo o ano e já se apresentaram em várias cidades do Brasil, além de Estados Unidos, Colômbia e Peru. “O teatro dá muita independência a eles, que passam a se sentir cidadãos de verdadeâ€, diz a coordenadora, Cristina Guimarães.

Livro no Ponto – Petrópolis e Rio de Janeiro

Um livrão de madeira com dois metros de altura se abre no meio da rua e exibe prateleiras com aproximadamente mil livros novos, entre eles gibis, clássicos da literatura e lançamentos editoriais. Em uma bancada montada ao lado, o funcionário realiza o cadastro do leitor no computador e pronto, surge um novo conceito de biblioteca pública. A ideia foi implantada em 2009, na cidade de Petrópolis, onde já existem três módulos, situados em comunidades carentes. O número de livros emprestado chega a mil por mês. Além de incentivar a leitura entre a população, o projeto gera empregos para moradores, contratados para cuidar do espaço e fazer o cadastramento dos leitores.

Lona na Lua – Rio Bonito

“Se conseguimos colocar uma lona na lua, podemos montar uma lona em qualquer lugarâ€, é o que diz o ator Zeca Novais, idealizador do projeto que há cinco anos leva espetáculos teatrais para os quatro cantos de Rio Bonito, além de cidades vizinhas. Os atores são crianças e jovens que têm aulas de teatro, dança, música e capoeira gratuitamente, na sede do projeto, uma lona azul estrelada montada no centro da cidade.

Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social - Rio de Janeiro

Trata-se de uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte de Educar, que atende aos moradores das favelas da Mangueira e Macacos, em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. Lá, os alunos participam de oficinas de artes plásticas, percussão, capoeira, fotografia e vídeo, além de programas de visitação a museus e centros culturais, entre outros.

Projeto Mestre Escola de Fantoche – Macaé

Depois de fazer uma análise sobre a explosão demográfica ocorrida em Macaé, Raul Lavor percebeu a importância de criar um projeto que fosse pedagógico e lúdico ao mesmo tempo. Foi então que, em 2008, ele criou as oficinas de fantoche, realizadas em quatro escolas municipais da cidade e com o foco voltado para crianças de 10 a 12 anos. Cada oficina tem duração de seis meses, tempo em que os alunos produzem bonecos, roteiro e cenário das apresentações, realizadas no final de cada período. Em quatro anos, já foram realizadas cinco mostras em áreas de risco social e com a participação de 60 crianças.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções – São José de Ubá
O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá. Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.

Projeto 5 Visões – Formação Técnica em Audiovisual - Rio de Janeiro

Desde 2007, jovens de 18 a 25 anos têm a oportunidade de participar de cursos ligados ao setor audiovisual, na escola sediada na Fundição Progresso. Após 9 meses de aulas diárias, são formados maquinistas, técnicos eletricistas, cenotécnicos, marceneiros, camareiros, maquiadores e projetistas. Os alunos ganham bolsa, passagem, material didático e têm aulas com os melhores profissionais da área, além de receber acompanhamento pedagógico.


PONTOS DE CULTURA

Formação em Gestão Cultural Compartilhada - Petrópolis

Realizada desde janeiro de 2010, em Petrópolis, esta ação tem como objetivo capacitar produtores e gestores culturais para que esses atuem no processo de consolidação da cultura da região e em toda a sua cadeia produtiva. A ação se dá na forma de cursos gratuitos, realizados em aulas presenciais (teóricas e práticas), aulas em ambiente virtual e atividades extraclasse. O público-alvo é formado por estudantes da rede pública de ensino médio do Estado, jovens em situação de vulnerabilidade social, em conflito com a lei ou portadores de deficiência, interessados em elaborar e formatar projetos artístico- culturais, com base na Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.


Mandala dos Saberes - Uma Tecnologia Social - Rio de Janeiro

Trata-se de uma tecnologia social voltada para crianças, jovens e adultos, capaz de ser aplicada em qualquer espaço educacional: Ongs, Pontos de Cultura e escolas. O objetivo é contribuir para a ampliação do diálogo entre escolas e comunidades aproximando currículos acadêmicos das experiências culturais locais. Desde 2007, esta tecnologia é disseminada em nível nacional, para 10.042 escolas e cerca de 100 Pontos de Cultura. Os espaços-laboratório ficam na Casa da Arte de Educar, que atende aos moradores das favelas da Mangueira e Macacos, em Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. Lá, os alunos participam de oficinas de artes plásticas, percussão, capoeira, fotografia e vídeo, além de programas de visitação a museus e centros culturais, entre outros.

Na Boa Companhia - Rio de Janeiro

Realizada desde 2006, atualmente a ação acontece em duas escolas estaduais da cidade do Rio de Janeiro. O projeto oferece oficinas de audiovisual, com aulas de fotografia, documentário, forma e conteúdo, ficção e animação. Também inclui cursos de teatro, com duas aulas semanais. Ao fim de cada ano letivo, é encenado um espetáculo por turma. Depois os espetáculos são apresentados em outras escolas, projetos, instituições públicas, etc. O foco é o público jovem, na faixa entre 14 e 25 anos, estudantes de escolas públicas do ensino médio, em geral oriundos de famílias de baixa renda. A ação atinge anualmente cerca 1000 pessoas, entre alunos regulares dos cursos, e o público dos espetáculos: familiares, amigos etc.

Orquestra de Cordas da Grota, Multiplicando Talentos - Niterói
Desde 2006 este projeto desenvolve um programa de formação técnica em música que transforma os alunos da rede pública de ensino em professores de música e em músicos. Eles atuam na própria comunidade, em eventos em locais públicos, e na Orquestra de Cordas da Grota. Atualmente com 300 alunos atendidos em 10 núcleos (em Niterói, Itaboraí e Maricá), o projeto replica, em outras comunidades em situação de risco, a experiência da Orquestra. Em 2004, a iniciativa foi destaque no Prêmio Cultural Nota 10.

Plantando Ideias, Colhendo Soluções – São José de Ubá
O projeto oferece cursos profissionalizantes de artesanato, corte e costura, e oficinas de teclado, violão, voz, flauta, cultura digital e arte cênica (teatro/fantoche) para mais de 10 comunidades da zona rural e urbana do município de São José de Ubá. Implementado em 2010 com o objetivo de contribuir para a elevação do IDH da região, reduzir o índice de analfabetismo cultural entre os jovens, melhorar a qualidade de vida e diminuir o êxodo rural, o projeto conta com 158 inscritos, entre donas de casa, aposentados, lavradores e produtores rurais, e alunos das escolas públicas. Além disso, mais de 50 pessoas da comunidade acessam livremente a internet no Centro de Inclusão Digital.

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