um poema/
entorta o garfo/
e cospe fogo/
na palavra prato/
e abre a porta /
para todas as almas inúteis/
que estejam a devorar/
o tal suÃno inerte/
como quem diz que gosta/
de morrer deste ou daquele jeito/
a faca cravada/
no coração entediado/
num domingo cinzento/
com cheiro de gasolina queimada/
no asfalto quente/
em mais um tempo estafante/
estrangulado na palavra garganta/
que faz questão de arder/
bem no centro de uma Roma incendiada/
Ao lado de um imperador louco/
que esteja a possuir sua própria irmã/
no chão indiferente/
que nada testemunha/
como esta cadeira/
que agora absorve/
o sanguinário peso do tempo.
Legal João. este texto está no lugar certo. É assim mesmo, aos poucos vamos entendendo o Overmundo. Grande abraço!
Rodrigo Teixeira · Campo Grande, MS 30/12/2006 20:48Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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