A arte de dissecar o tomate

1
Valdir Medori Jr. · São Paulo, SP
9/5/2018 · 1 · 0
 

01.

Shipa, o guru de Oregon estava na cidade e ia dar uma palestra em um centro esotérico na Bela Vista. Tinha um cara no meu trabalho que era fã. Comprou ingresso um mês antes e falava diariamente que não via a hora de se encontrar com seu mestre. Acontece que Deus, esse maroto, mandou uma crise de vesícula pro coitado bem no dia do evento.

Incapacitado de ir, o moribundo me deu o ingresso.

Shipa era careca, tinha barba comprida, bronzeamento artificial e bata laranja. Era um guru clássico. Começou a palestra cheio de questionamentos.

“Onde está a vitamina da fruta?”
“Na casca!” respondeu um tentando ser menos óbvio.
“Não!”
“No fruto?” disse outro.
“Também não!”
“Na semente?” “No Cabo?” “naquela partinha que fica entre a fruta e a semente?...”
“Não! Vocês estão todos errados!”

E então ele responde pausadamente:

“A vitamina da fruta está na sua cabeça!”

Todos disseram: óóóó... Ele continuou

“E onde está a vitamina do alface?”

Ninguém ousou responder ele prosseguiu desafiador:
“Nas folhas? No Talo? Na áurea energética do vegetal? Não!!! Onde está a vitamina do alface?”

Como todo mundo que estava lá aprende rápido, responderam de pronto:
“Na nossa cabeça!”

E ele:
Yes! A vitamina está na nossa cabeça.

A palestra seguiu variando sobre o tema. Mas sempre com a mesma filosofia.

Na saída parei no balcão de um café ao lado de uma garota que também estava na palestra. Brinquei:
“Onde está a cafeína do café?... Na sua cabeça!!!”
Achei que ela ia rir, mas ela se virou pensativa com a nítida expressão de quem levava tudo aquilo muito a sério:
“ Genial esse guru, não?”

Mudei minha postura afinal, sou volúvel.
“Genial! Essa entronização da vitamina... só um cara muito elevado pra chegar nessa conclusão!”
“Você leu ‘onde está o glúten do seu pão?’”
“Não, não li, mas acredito que o glúten esteja na minha cabeça.”
“Exatamente. Na sua e na minha cabeça... Você precisa ler, é um livro muito revelador...”
“Imagino... Como você chama?”
“Mayara”

Continuei o papo sobre o nada com Mayara e trocamos celulares para mais encontros esotéricos.

02.
No dia seguinte fui visitar meu amigo no Hospital. A enfermeira alertou:
“Ele está um pouco sonolento por causa da cirurgia, mas você pode entrar...”
“Cirurgia?”
“Ah, sim, tivemos que retirar a vesícula... Nada grave.”

Entrei anunciando:

“Sabe onde está sua vesícula agora?... Na sua cabeça!”

Ele riu e em volta do riso estava sua cara de doente:
“Já vi que o Mestre Shipa ganhou mais um discípulo.”
“Que nada, rapaz... Puta picareta!”
“Não fale assim... É preciso ter a mente aberta pra entender o que ele fala.”
“Aberta e espaçosa porque tudo está dentro da nossa cabeça.”
“Tá vendo, você assimilou o principio do mestre, só precisa aceitar isso dentro de você.”
“ah, vai xaxar!’

Ele riu.

“E aí, Gordo, você deve ter emagrecido uns dois quilos agora que tiraram sua vesícula...”
“ Não fala assim... Tô meio deprê com esse negócio, tiraram uma parte de mim sem me consultar.”
“Pra que serve a vesícula?”
“Sei lá, mas se está ali, alguma função deve ter.”
“Se tivesse função os médicos não tiravam. Os caras sabem o que fazem.”
“O que será de mim sem vesícula?...”
“E o que será da sua vesícula sem você?”
“Pobrezinha... Ela dependia de mim!”
“Mais do que você dela, acredito...”

E então o gordo entrou numa depressão maior ainda. Como fui o responsável pela piora resolvi me mandar.

“Bye, bye, Gordo. Cuide-se”


03.
Mayara me chamou pra uma meditação dentro de um ônibus. O piloto era um mestre yogue que dizia ter 158 anos. Fiquei meio apreensivo com a questão da carteira de habilitação e tudo mais... Na verdade fiquei pensando se o DETRAN estipulava uma idade limite pra dirigir. Não pesquisei, mas acredito que não. Uma vez habilitado, não importa se você tem mais de 150 anos, desde que esteja enxergando bem e com a pressão batendo na casa dos 12x8.

Nos encontramos às 18h num ponto da 23 de maio. O ônibus estava lá e o guru motorista aparentava ter muito mais que 158 anos. Fiquei um pouco preocupado... Abriu a porta:
“A meditação é cem reais.”
“Ah, tem que pagar?”
“Manter um ônibus desse porte custa dinheiro ó, abençoado.”

Convenhamos, o busão não era lá desse porte todo. Parecia um ônibus da CMTC, sem bancos e com uns colchonetes encardidos pregado no chão.

Pagamos e nos sentamos em posição de lótus em um dos colchonetes. Tinha mais alguns malucos em outros colchonetes, não muitos.

O Guru colocou uma fita cassete com um som da Enya (lembrem-se que o guru tinha mais de 150 anos) e arrancou. Aí começou a conduzir a meditação de maneira clássica:
“Vamos desconectar de todo o ambiente externo... Nesse momento vocês não estão no meio do rush da 23 de Maio... Agora comecem a imaginar que estão numa praia, ouçam o barulho do mar...”

O som da Enya até tinha um barulhinho de mar, só que o velhinho guiava, de fato, que nem velhinho. Ia acelerando e desacelerando o tempo todo como se tivesse pilotando uma máquina de costura. Chacoalhava tanto que parecia que estávamos em alto mar. Ele continuou:

“Agora vocês olhem para a luz do sol e deixe ela entrar na sua cabeça, nos seus olhos, nariz...”
Breve pausa e um grito.

“Vai, filha da puta, se quer entrar entra logo, não fica embaçando... fura fila do caralho!”

O trânsito da 23 era demais até para um mestre iogue de 158 anos.

Seguimos em duas horas de meditação. Intercalando praias, barulho de mar, buzinas, chacoalhadas e reclamações. Conseguimos andar da Liberdade ao Centro Cultural. Quando descemos Mayara perguntou:

“E aí, o que está sentindo?”
“Ah, me sinto um pouco calmo, um pouco estressado e um pouco idiota por pagar 100 pilas pra andar 500m.”
“Incrível como esse guru mexe com a cabeça da gente...”
“Inacreditável”

04.
O Gordo teve alta e voltou a trabalhar. As meninas da recepção encheram a mesa dele de bexigas e escreveram numa cartolina “Bem-vindo de volta, Gordo!” Foi legal da parte delas. Aquelas decoração toda dava um ar de festa do Mac Donalds na repartição.

O Gordo chegou e o pessoal começou a cantar parabéns, jogar serpentina, confete... Entre nós, ele nem era tão querido no escritório. Não que fosse mau caráter, mas era o tipo que não cheirava nem fedia. De qualquer forma, foi assim que o recebemos no seu retorno a labuta.

A baia dele ficava do lado da minha. Ele sentou e percebi que tinha um pote de Helmmans desses de 500ml.

“O que é isso, Gordo?”
“Minha Vesícula.”
“Você tá de sacanagem!”
“Sério... Não vou abandonar uma parte de mim.”
“Tá, mas num pote de maionese?”
“É o que eu tinha em casa.”
“E tá mergulhado em que? Etér?”
“Não. Tiner.”
“Hãn?”
“Tiner.”
“Tiner, solvente tiner?”
“É, é o que eu tinha em casa.”
“Você é um cara que sabe se virar com o que tá em casa, hein?”
“A gente tenta...”

E a vesícula boiando no tiner ficou ali, em cima da mesa, do lado do de um porta-copo enfeitado com palito de sorvete escrito “Papai, te amo.”

“Ei, Gordo, você tá sabendo que hoje vai rolar uma sessão de cinema do primeiro filme dirigido por extraterrestres no planeta?”
“Sério, onde?”
“No Portal da Casa dos Quatro Sois... Conhece.”
“Conhecer eu conheço, mas não sabia que você se interessava pelo assunto.”
“Não me interesso, mas tenho uma amiga que curte... Tá a fim de ir?”
“Claro!”


05.

O Portal da Casa dos Quatro Sois tinha uma coisa curiosa: cinco sois pintados no teto. Quando perguntei pra Mayara porque tinha um sol a mais ela respondeu que o sol do meio era o nosso sol e os outro quatro eram os quatro sois da casa.

“Ah, entendi.”

Antes do filme começar uma senhora que se apresentou como sendo a orientanda do terceiro sol (que me fez deduzir que naquela casa tinham quatro orientandos) explicou a produção do filme. Segundo ela todo o recurso de produção, uma quantia de quase dois milhões, foi captada através de crowdfunding, a famosa vaquinha virtual (uau, hein!). Foi todo filmado na Juréia pelos seres de outro planeta. Segundo ela, no final da apresentação o diretor, que estava ali se preparando, iria comentar o filme. Ficamos excitados: “O ET, o ET!!!! O ET vai vir explicar o filme pra nós, pobres terráqueos!!!!”

E a sessão começou. Foram aproximadamente duas horas e meia de tomadas com enquadramentos duvidosos de praias e árvores e uma narração ao fundo, ininteligível, feita digitando texto no Google Translate e apertando o botão de ‘como se fala’.

E chegou o momento tão esperado: O ET iria aparecer na nossa frente e explicar aquela bosta toda. Suspense, e então aparece um sujeito com uma camisa puída, calça Jeans e um máscara de monstro. A orientanda do terceiro sol explica:

“Agora nosso irmão Hamilton vai canalizar uma mensagem dos nossos amados seres de luz.”

Todo mundo fingiu que estava tudo bem, mas senti uma decepção no ar. O Irmão Hamilton começou:

“Queridos, nós os Arcturianos queremos trazer uma mensagem de alerta a todo o povo da terra. Estamos vivendo uma fase de transição onde a terra será acolhida por outras civilizações e...”

Bom, a partir daí parei de prestar atenção no texto e fiquei me divertindo com aquele senhor de máscara de carnaval levando aquilo tudo muito a sério.

Saímos de lá mudos. Até que Gordo quebra o silêncio.
“Há tanta coisa que está fora do nosso entendimento...”
Mayara concordou com a cabeça e senti que ela ia mandar o clichezaço do Shakespeare: “Há mais mistérios...” Cortei no ato:

“A gente podia bater uma pizza, né?”

Mas Mayara era vegana crudicista e o gordo, coitado, não tinha mais vesícula.
Resolvemos ir cada um pra sua casa.
Foi, realmente, uma noite decepcionante.

06.
Sexta feira de feriado. Ligo a TV e Shipa, o guru de Oregon estava no programa da Fátima Bernardes. Ele perguntou:
“O Willian Bonner está onde agora? Está no Jornal Nacional? Está na sua casa? Está passeando com os trigêmeos?..”
A apresentadora titubeou:
“Se bem conheço meu ex, a essa hora, acho que ele está correndo na Lagoa.”
“Não, com certeza não está. Onde está William Bonner?”
Silêncio no estúdio. Gritei na minha sala: “Está na sua cabeça!!!!!!”
E ele respondeu pausadamente:
“Willian Bonner está na nossa cabeça.”
Quase acertei.

07.
Mayara e eu começamos a namorar, mas não transávamos. Tá certo, é uma informação desnecessária.

Mayara e eu começamos a namorar e ela me convenceu a abandonar o carro e comprar uma bicicleta. Foi a pior coisa que fiz. São Paulo só tem ladeira e vivo dois momentos de tensão, quando estou descendo, pego um pouco de embalo e fico com a nítida impressão de que vou morrer e quando subo a ladeira e não existe marcha que dê jeito. Tenho taquicardia, começo a suar na testa e brotam rodelas enormes embaixo do meu sovaco.

Trabalho a menos de um quilómetro de casa, o suficiente pra eu chegar no escritório parecendo um maratonista cruzando a linha de chegada.

Naquele dia eu cheguei e pediram pra aumentar o ar condicionado. Não contentes ainda pediram pro homem do ar pra borrifar aquele cheirinho eucalipto no filtro... O desodorante 48h não durou nem duas, pensei.

Naquele dia percebi que a vesícula do gordo estava perdendo a cor.
“Gordo, acho que sua vesícula está indo pro saco.”
“Eu sei. Já falei com um taxidermista e ele vai fazer uma jóia com ela.”
“Sério? Com aquela tecnologia que fizeram um diamante com o cabelo do Pelé?”
“ Não tô sabendo dessa, não.”
“Dá um google aí: diamante de cabelo do Pelé”
“Não, mas não é nada disso. É um cara que transa uns arames faz umas paradas zen... Ele também empalha animais... Um artista, sabe.”
“Aí ele vai empalhar sua vesícula e transar uns arames nela?”
“É, mais ou menos isso.”
“Maneiro.”

08.
Tá ok, eu falei que a informação era desnecessária, mas tem umas curiosidades então vou contar. Outro dia eu comentei com Mayara sobre o fato de não transarmos e ela disse que não gostaria de ter relações com uma pessoa que se alimenta de cadáveres. Demorei alguns segundos pra entender que era porque eu comia carne e esse tempinho a mais me deixou sem resposta. Perdi o time. Poderia ter respondido um monte de coisas, mas disse apenas: tá bom.

Mentira, eu não poderia ter respondido um monte de coisas. Nem sei o que responderia se ela me falasse agora.

09.
Gordo chegou todo afobado na minha baia.
“Cara, você não sabe!”
“O que?”
“Sabe o Irmão Hamilton?”
“O ET?”
“ET não, o orientando do Primeiro Sol. Ele é o único que consegue canalizar mensagens dos Arcturianos”
“Tudo bem. Sei. Que que tem?”
“Tem que ele trabalha aqui!” e apontou pra baixo.

Eu sabia muito bem o que tinha lá embaixo.

“Corretor de seguros!!! O ET é um corretor de seguros?”
“Sim, acredita? O Orientando do primeiro sol trabalha bem aqui embaixo!”
“Gordo, raciocinemos... Sem querer tirar suas ilusões. A casa dos quatro sois, pelo que eu saquei é dirigida por quatro orientando, certo?”
“Certo.”
“Os quatro arrecadaram dois milhões pra fazer um filme que não custou nem mil reais. Pensa, cara, cada orientando do sol enfiou no bolso quinhentão... Capaz ainda do Miltinho ter embolsado mais porque ele é o primeiro... Me explica, se eles faturam tanto com esse negócio de ET, pra que que o cara quer trabalhar com corretagem?”
“Com certeza é alguma manifestação Karmica.”
“Pode até ser...”

10.
Fiquei com essa história na cabeça até que desenvolvi uma teoria. Contei pra Mayara:
“Olha só: na estreia do filme tinham quantas pessoas, umas 20, 30...”
“Por aí”
“Pois é. Você sabe como funcionam essas vaquinhas eletrônicas? Cada um vai lá e deposita dez, vinte paus e tem direito a ganhar um ingresso... Se eles arrecadaram dois milhões quer dizer que mais de 100 mil pessoas ganharam entrada. Será possível que noventa e nove mil novecentos e setenta pessoas pagaram pra rodar o filme e não se interessaram em ver o resultado?”
“hum”
“O que eu quero dizer é que, com certeza o corretor Hamilton, mais conhecido como orientando do primeiro sol, deu algum golpe no seguro, ou sei lá, fez alguma maracutaia, e lavou o dinheiro com esse negócio do filme.”

Mayara olhou pra mim por alguns segundo e se limitou a responder:

“Como você é mundano.”

Pensei três coisas a esse respeito: 01 – Essa menina fuma um, não é possível. 02 – Além de devorador de cadáveres sou mundano. Agora que essa mina não vai dar pra mim de jeito nenhum. 03. Onde estão os dois milhões que foram arrecadados pro filme? Estão na minha cabeça!

11.
Fui na feira e vocês não acreditam quem eu encontrei comendo um pastel não sei de quê. Ele mesmo, Shipa, o guru de Óregon. Não resisti e fui falar com ele.
“E aí, guru, ainda por aqui? Não voltou pra Óregon.”
“Olá” ele disse. Só isso. Não respondeu minha pergunta.
“Olá... Eu fui numa palestra sua.”
“Sabia atitude.”
“Guru, eu queria compartilhar uma coisa que meditei muito e acho que compreendi.”
“Pode se expressar.”
“Na verdade, eu acho que Óregon está só na sua cabeça. Você nasceu mesmo Foi na Vila Sônia. Tô certo?”
“Isso, meu bom amigo, é uma questão de ponto de vista. Entenda, estamos em comunhão agora, estamos envolvidos no mesmo assunto, no entanto, eu estou olhando o seu rosto, e por detrás do seu rosto vejo uma barraca de pastéis. Você, possivelmente está vendo o meu rosto e uma barraca de caldo de cana. Certo?”
“Certo.”
“Mas se você virar o seu rosto um pouquinho pra direita e eu for um pouquinho pra lá também, você vai ver o meu rosto e também vai ver uma barraca de pastel. Entende? Eu e você estaremos vendo barracas de pastel, mas não são as mesmas barracas de pastel. Que conclusão chegamos disso?”
“Que a feira tem duas barracas de pastel?”
“Não, que eu, você, as barracas de pastel e toda a feira estão na nossa cabeça.”
“Eu tive uma leve impressão que sua teoria iria terminar dessa forma.”
“O que indica que estas virando um sábio. Parabéns.”
“Esse pastel que você está comendo é de carne?”
“Carne com queijo.”
“ E você não liga de estar se alimentando de cadáveres.”
“Não penso nisso. Eu apenas como.”
“Entendo.”
“ Se não se importar...”
“Não, tudo bem. Foi um prazer conversar com o senhor.”
“Pode me chamar só de guru.”
“Foi um prazer conversar com o guru.”
Ele virou as coisas e saiu puxando um carrinho com as rodas ridiculamente alinhadas.


12
Mayara ia fazer o jantar então levei um monte de tomates. O cardápio era tomate recheado com grãos germinados. Tudo devidamente vegano e cru. Mayara, como já disse era vegana crudicista.

Pensei em falar sobre meu encontro com o guru, mas deixei pra lá. Encostei na porta e fiquei vendo ela abrir os tomates. Com uma faca pequena ela deslizava rente as sementes, retirando apenas as partes que ela realmente não ia aproveitar para o prato. Movimentos lentos e precisos. Quando prontos, as duas partes do tomate estavam exatamente do mesmo tamanho e com cavidades perfeitas. Uma obra de arte.

“Você domina mesmo a arte de dissecar um tomate!”

Ela não respondeu, estava muito concentrada.

Naquele dia pensei que iriamos transar, mas não transamos.

Sobre a obra

Conto de humor que satiriza os exageros e clichês no mundo exotérico / alternativo.

compartilhe



informaes

Autoria
Valdir Medori
Ficha tcnica
Valdir Medori
Downloads
108 downloads

comentrios feed

+ comentar

Para comentar é preciso estar logado no site. Faa primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

baixar
pdf, 16 Kb

veja também

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Voc conhece a Revista Overmundo? Baixe j no seu iPad ou em formato PDF -- grtis!

+conhea agora

overmixter

feed

No Overmixter voc encontra samples, vocais e remixes em licenas livres. Confira os mais votados, ou envie seu prprio remix!

+conhea o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados