A Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial

1
Léo Pinto · Vitória, ES
1/10/2006 · 52 · 0
 

INTRODUÇÃO:

Os 15 anos do período getulista — 1930-1945 — foram marcados, no plano internacional, por uma situação de crise mundial.

Todas as grandes nações do mundo viviam problemas socio-econômicos e políticos, que acabaram convergindo na Segunda Guerra Mundial — 1939-1945.

Na Europa Ocidental emergia a Alemanha nazista com Hitler — 1933 —, cujo crescimento econômico e cuja pressão sobre as nações vizinhas da Europa Central — Áustria e Polônia — eram uma ameaça à preponderância franco-britânica.

Na União Soviética, sob a direção de Stalin, instalava-se o comunismo, que representava uma forma de crítica e contestação aos regimes capitalistas do ocidente. Além da Alemanha, a Itália com Mussolini em 1922, Portugal com Salazar em 1932, e a Espanha com Franco em 1936, viviam sob regimes ditatoriais.

Os Estados Unidos, após um longo período de depressão econômica — 1929-1936 —, entraram em um processo de recuperação e desenvolvimento que lhes permitiria tornarem-se uma potência mundial, após a Guerra.

Vargas procurou dirigir a política externa do Brasil, tirando proveito das divergências político-ideológicas e econômicas que dividiam o mundo em dois blocos antagônicos: os países do Eixo — Alemanha, Itália e Japão — e os países Aliados — Inglaterra, França, China, União Soviética e Estados Unidos. Ele tentou obter vantagens do relacionamento com os países sem se comprometer com qualquer um deles.

Após 1937, as nações ocidentais, mais diretamente, e todas as demais, indiretamente, estavam sob o impacto da ação de três correntes principais. Em torno dessas correntes agrupavam-se, a grosso modo, todos os interesses econômicos e políticos:
• o Liberalismo, que justificava no plano ideológico, o desenvolvimento capitalista e tinha como principais representantes: a Inglaterra, a França e os Estados Unidos;
• o Comunismo, que preconizava a organização da sociedade segundo os princípios socialistas e tinha como agente, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas — URSS;
• o Nazi-fascismo, doutrina de afirmação do totalitarismo, ou seja, do estabelecimento de um governo que, detendo todo o poder, controla todos os setores da sociedade, e que tinha como líderes a Alemanha e a Itália.

Getúlio tentou manter uma posição de neutralidade. Contudo, a semelhança entre o regime ditatorial por ele chefiado e o regime totalitário dos países nazi-fascistas, parecia um motivo de aproximação entre estes e o Brasil.

Mesmo com a eclosão da Guerra em 1939, Vargas tentou não se comprometer com qualquer um dos blocos em litígio. Os antigos e importantes compromissos econômicos do Brasil determinaram, contudo, a adesão do Brasil aos Aliados. Com isso, a política externa baseada na neutralidade ficou definitivamente comprometida, como veremos adiante, levando o Brasil a participar diretamente da Guerra.

Analisando o CD-ROM Viagem pela História do Brasil, de Jorge Caldeira, foi possível colher um bom material a respeito dessa participação brasileira na Guerra, e através de outras fontes, enriquecer ainda mais o presente trabalho.

compartilhe



informaes

Autoria
Léo Pinto
Ficha tcnica
Trabalho acadêmico apresentado na graduação do curso de História pela UFES, em 1998, para a disciplina de História Contemporânea.
Downloads
2896 downloads

comentrios feed

+ comentar

Para comentar é preciso estar logado no site. Faa primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Voc conhece a Revista Overmundo? Baixe j no seu iPad ou em formato PDF -- grtis!

+conhea agora

overmixter

feed

No Overmixter voc encontra samples, vocais e remixes em licenas livres. Confira os mais votados, ou envie seu prprio remix!

+conhea o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados