se da alma estás enfermo
põe a termo o que seria
enxergar-se por inteiro
pra chegar a um outro dia
emergir do sono denso
como fosse a morte nua
e na tua boca o ranço
da memória já perdida
porque foste o rio sereno
e o que era a ventania
na manhã tão fresca e morna
transformavas tudo em flor
tua cor tinha o mistério
o minério da poesia
a desaguar
brilhar em ti
imenso mar
foi assim que o sol incendiou
na manhã do mais puro amor
tua nação de guerreiros que cantam
tua lâmina de fogueira e sal
foi ali que a terra abrigou
a porção de seres quem sou
o coração da primeira semente
Uma reza de natureza e chão.
Poesia Paraense
Poesia Brasileira
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