Obrigado, ó mãe, pela chuva que derramas
Teu pranto de alegria sublima a letargia
Impulsiona a alma à primavera que irradia
Manifestas que és vida e todo corpo se levanta
As plantas, o bêbado, o vizinho praguejante
A moça, o casal, o machista delirante
Do Hades se esquecem acotovelando-se às janelas
Brindando todos juntos o céu que vêm à Terra
E é Gaia prontamente quem lhe torna a coroar
Com o canto das cigarras que parecem antecipar
Em uníssona harmonia vespertina pós verão
Cores e odores das flores a brotar
Amanhã ao acordarem, com Apolo a carregar
O sol pela abóbada, do orvalho se secarão.
Igor L. C.
Uma Homenagem à Deusa mãe que volta as chuvas à capital nesse domingo crepuscular da seca.
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