1a fase: Período clássico
GTI, como todas as cidades, já teve sua noite centrada em uma praça. A figura da praça como ponto de encontro (e confusão ) é quase arquétipica: uma sorveteria em uma esquina, um bar em outra, uma (quase ) mercearia que vende cerveja e gente, muita gente...p’ra ser sincero nem tanta gente assim: indo p’ra missa, saindo da missa, ficando na praça, esperando a próxima missa e arranjando matrimônio (as coisas não necessariamente nessa ordem ).
Motos, fuscas, carros, carroças, circulam em torno da praça...de acordo com a moda ou a direção do vento, pessoas vão para lá com pipas, patins, skates ou cachorros ( as pipas, os patins, os skates e os cachorros são motivos p’ra ficar na praça ).
O crescimento das crianças também pode ser visto através dessa figura central: primeiro são levadas ( e exibidas ) e brincam nela (como os cachorros ), depois dalgum tempo migram p’ra sorveteria e/ou p’ra dentro da igreja, muitos sorvetes depois estão uma esquina adiante: chegam ao boteco. Daí, se continuarem nessa cidade circular acabarão dormindo num banco da praça e serão elas mesmas praça (talvez aprendam a jogar domino ).
Esse foi o período clássico e, por isso mesmo, fundamental. Volta e meia lá estamos nós: na praça. Porém GTI evoluiu e as coisas se modernizaram um pouco.
Evolução e exclusão – Como é sabido, o Brasil é um país marcado pela desigualdade social: GTI não é diferente. A praça, em sua pureza inicial mantinha-se como ponto de encontro de todas as classes porém a "evolução" trouxe em seu bojo a "exclusão" social. Surgiram os clubes, que como as universidades durante o período militar, foram colocados longe do centro da cidade para, estrategicamente, peneirar seus visitantes. Surge o clube A e o clube B (leia-se para classe A e para classe B ), com isso, a praça deixou de ser o "centro" que antes era, para se tornar como que "ponto de partida", em pouco tempo perderia esse "privilegio". (...)
Mandei o texto em oppen Office e ele aparece compactado e corrompido...deve ser descartado por isso!
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