– O que você está lendo?
– O livro secreto dos vampiros!
– Não vá me dizer que você acredita em vampiros!
– Hora querido, claro que não, mas mesmo as lendas têm sempre algo a nos ensinar. Como foi a conferência?
– Paris como sempre acolhedora e envolvente com mil opções de lazer. Conseguimos um intercâmbio em tecnologia de investigação cientÃfica que nos coloca em pé de igualdade com os americanos.
– Por falar em conferência como foi a sua?
– Genebra, sempre fria e sem os apelos da cidade luz.
Quanto ao mais, conseguimos alguns avanços no licenciamento de transgênicos. A fome no mundo está tomando proporções assustadoras e precisamos duplicar a produção de alimentos em médio prazo mas...
– Mas suas pernas desse jeito estão me dizendo que...
– Que vamos voltar para a cama? Mas você não veio do paÃs do amor?
– Hora meu bem, as francesas estão ficando muito esnobes e, além disso, não tive tempo.
– Pois não, doutor Marco, sou toda sua, mas me leve no colo ok?
Haviam ambos retornado de conferências no exterior em suas respectivas áreas, ela, Aline Nuges Tavares, bióloga especialista em genética humana e biogenética. Ele, Marco Antônio Tavares inspetor chefe do departamento de investigações criminais da polÃcia metropolitana. Chegaram naquela noite com uma diferença de duas horas e após matarem as saudades em uma duradoura seção de sexo, ela perdera o sono e costumava ler nessas horas. Ele apesar do cansaço da longa viagem acordou e a procurou na cama. Foi encontrá-la sedutoramente sentada no sofá da sala com as irresistÃveis pernas a mostra. O suficiente para que sua excitação recrudescesse rapidamente o que acabou novamente em sexo. Só então se deram conta de que nem haviam falado sobre suas respectivas viagens. Ela jogou o livro sobre o sofá e ele a tomou nos braços mal podendo esperar para chegar ao quarto. Mal haviam reiniciado as preliminares e o telefone tocou. Marco pegou o fone meio a contragosto. Era do departamento. A voz do tenente Wilson Acabava de quebrar o encanto.
– Inspetor, temos um crime com caracterÃsticas inusitadas e lamento importuná-lo a esta hora, mas precisamos do senhor.
– De que se trata?
– Bem é complicado, é melhor o senhor vir até aqui. Marco vestiu-se rapidamente e olhou a hora 04h da madrugada tomou o carro e dirigiu-se ao endereço, um duplex em um condomÃnio de luxo na zona norte. O cadáver de uma mulher completamente nua aparentando vinte e poucos anos deitada de bruços sobre a cama apresentava uma palidez exagerada. Não havia sinais de luta e nenhum ferimento a bala.
– Quem encontrou o corpo? Perguntou Marco ao tenente Wilson.
– Uma vizinha, ligou e como ninguém atendeu resolveu entrar, a porta da sala estava aberta. Os vizinhos não ouviram nenhum barulho.
– Nossa, eu diria que não há uma só gota de sangue aqui. Parece que o sangue dela foi todo sugado. Marco revirou os cabelos da morta.
– Olhe isto! Falou.
Ao mover os cabelos dois pequenos orifÃcios sobre a jugular chamavam a atenção. Havia sinais de sexo anal. Marco examinou minuciosamente o local, mas não encontrou nada. Ordenou que após a perÃcia do local encaminhassem pedido de urgência ao responsável pela autópsia. Wilson obedeceu e o inspetor ficou pensativo.
– O que o senhor acha? Perguntou.
– Wilson, quem fez isso foi muito hábil, só a autópsia poderá revelar alguma coisa. Ninguém viu nada, não há digitais, nada que sirva como ponto de partida.
– Não lhe parece picada de cobra?
– Não! Teria que ser uma super cobra. Aqui?
– Vai ver que foi o chupa-cabras. Resmungou Wilson.
Marco voltou para casa pensando sobre o caso. Lembrou que não havia roupas junto ao cadáver. Ou ela já estava nua quando foi atacada ou despiu-se voluntariamente. Tentou dormir um pouco, o dia já estava raiando e Aline já havia saÃdo.
O doutor Alfred, levantou os olhos sobre as pesadas lentes de seus óculos quase na ponta do nariz, Franziu a testa ao ver o Inspetor.
– Inspetor, temos aqui um belo mistério.
– Bem posso imaginar. Retrucou Marco.
– Bem, inspetor, ela morreu cerca de 01h da madrugada. Estes orifÃcios foram causados por presas provavelmente retráteis, como de algumas serpentes. O sangue foi totalmente sugado. Aparentemente ela não reagiu. Quando foi possuÃda estava tranqüila ou desmaiada. Agora vem o pior. O esperma é de uma coloração esverdeada e apresenta um volume bastante superior ao normal. O pênis era exageradamente volumoso a julgar pelo rompimento de alguns vasos internos. E mais ao fundo há uma espécie de bolsa rompida.
– O senhor diria que...
– Que parece coisa de um Vampiro?
– Vampiro? O senhor deve estar brincando.
– Não estou! Não consigo pensar em algo diferente.
– Doutor! Vamos pedir o exame de DNA o mais urgente possÃvel. Mas francamente, Vampiros?
– Olhe inspetor, também não creio em Vampiros, mas isto aqui é muito estranho e algo me diz que não termina por aqui.
– Certo! Também acho que teremos mais dores de cabeça. Marcos ligou para Aline e pediu-lhe que acompanhasse o exame de DNA. À noite durante o jantar comentaram o caso.
– Sim! Mas neste caso parece tratar-se de um tipo de Vampiro fora dos padrões habitualmente encontrados nas tantas lendas e textos a respeito.
– Querida! Vampiros não existem, mas estamos diante de uma criatura hematófaga, sem dúvida. A descrição do doutor Alfred aponta para algo não humano. Pelo menos aparentemente a julgar pelo esperma encontrado.
– Bem amanhã saberemos, por enquanto você está me devendo algo que Ãamos começar na noite passada e que foi interrompido.
– Claro! Estou ansioso.
Na manhã seguinte mais dois casos haviam sido registrados um em uma pequena localidade do interior do estado e outro na capital desta vez na zona sul.
CONTINUA
Você acredita em vampiros? E se eles vierem de fora.
Pense pelo lado bom, pelo menos não é um vampiro vegetariano, como na saga Crepúsculo.
Esse é dos originais, tô gostando
aguardo os próximos...
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