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Quando Ulisses voltou para o sofá, porque Tânia pediu, senão ele tinha ficado ali na cama até de manhã, demorou para dormir. Não saía de sua cabeça o filmizinho com os dois, que ele insistia em passar, voltar, avançar, parar.
Naquela manhã de sábado, ele acordou por causa da insistência de Bruno em ir para a quadra. Era umas dez horas. Resolveu levantar logo para rastrear o apartamento, saber onde ela estava.
“Sua irmã teve aqui ontem”, disse Ulisses.
“É, eu sei. Ela saiu agorinha.”
Ulisses só conseguiu vê-la quatro dias depois. Uma tarde, ele e Bruno, no quarto deste, tentavam estudar para uma prova, em meio a uma ou outra distração. Ela chegou da rua discretamente. Movimentou-se pelo apartamento sem fazer muito barulho e se enfiou no quarto. Ulisses sabia que a possibilidade de não conseguir ficar a sós com ela era bem razoável. Ela não saía da toca e ele precisava ir para casa logo. Desde aquela madrugada, ele nunca pensou em telefonar. Para dizer o quê? Ele achava que não conseguiria nem dizer um “oi... como vai?”. Ele queria olhar nos olhos dela. Conversar um pouco, cara a cara, talvez.
Aconteceu finalmente um encontro casual dos dois, na cozinha. Ela apareceu, ele estava lá, tomando água. Ele, depois do susto ao encontrá-la, rapidamente se recompôs, encarando-a, em silêncio, sem disfarçar sua vontade de ser correspondido. Ela o tratou como sempre, como o melhor amigo do irmão mais novo.
gostei de todos os dias.... valeu! abraços!
Celio Soares Jr · Pelotas, RS 20/3/2007 21:08Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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