DROGAS. O IMPERIO CONTRA ATACA
Algumas idéias que ouvimos no dia a dia sobre as drogas podem parecer um exagero. Há pessoas que acreditam que elas são as novas armas de destruição em massa de uma nova conflagração mundial (a terceira).
Para outras, as drogas são os instrumentos diretos da ação nefasta do anticristo sobre a terra.
As estatísticas mundiais sobre a disseminação desta praga, seu comercio e uso crescentes, nos levam a crer que nenhuma destas idéias ou frases de efeito são suficientemente fortes para expressar e dimensionar a gravidade do problema.
Só quem teve que enfrentá-lo no seio da família e viu de perto sua capacidade de desagregação e de corrupção de valores sabe que esta é uma luta injusta e inglória.
Movida pôr lucros exorbitantes a ponto de ter se tornado em um dos mais forte segmentos da economia mundial, ela se insinua de maneira cada vez mais sofisticada, levando para o abismo homens, mulheres, jovens e crianças, frágeis vitimas, de sua propaganda sedutora.
A sociedade em geral tem minimizado o perigo que ela representa, pactuando, de forma omissa e conivente com sua proliferação via drogas licitas e socialmente aceitas.
O álcool e o fumo são as portas legais e visíveis para o mundo infernal das drogas ilícitas, como a maconha, a cocaína, o crack e outras menos conhecidas, com as sintéticas, mas não menos perigosas.
Quando ainda jovem cedi pôr varias vezes ao apelo de “amigos” para me desviar do caminho da escola em direção a algum boteco onde passávamos horas a jogar porrinha e tomar cachaça.
Ao me negar a acompanhá-los nestas empreitadas passei a ser um companheiro chato e inconveniente.
Naquela época as drogas pesadas não estavam tão difundidas como hoje, mas homem de verdade tinha que fumar e beber para não ser discriminado. Isto era parte de um mecanismo perverso de convencimento baseado numa visão tribal e de espírito de corpo que levava o indivíduo a um processo de iniciação e de afirmação dentro do seu grupo.
Já se vendia naquela época a idéia que as drogas seriam liberadas num futuro próximo e que provar de tudo fazia parte da formação, da experiência e da maturidade do jovem.
Estes e outros argumentos têm sido usados pelos empresários das drogas num afã de ampliar o seu mercado consumidor formado ainda entre as crianças e consolidado entre adolescentes mal informados e imaturos.
Esta verdade tem que ficar clara, a primeira dose é a mais perigosa e deve ser evitada com o máximo de convicção e argumentos como os que: “se deve provar de tudo e que isto é prova de hombridade e coragem”, devem ser relegados a condição de iscas preparadas para pegar os trouxas.
Todas as tentativas de se combater o tráfico e o controlar o vício tem falhado e os tímidos resultados nos levam a viajar em possibilidades aparentemente absurdas.
Perguntamos se a liberação total das drogas, com ofertas gratuitas em clinicas especificas, não seria um golpe fatal na espinha dorsal do trafico, e se não ficaria mais barato que todo o aparato de repreensão e todo o custeio de tratamentos inócuos que hoje, hipocritamente a sociedade se vale neste combate infrutífero.
Talvez devêssemos pensar se não seria necessário concentrar nossos esforços em educação, para salvar uma nova geração que já chega condenada ao mais idiota ritual de suicídio que a humanidade já conheceu.
JOÃO DRUMMOND
Um velho inimigo da sociedade se insinua cada vez mais atrevido e cruel. As drogas levam geraçoes inteiras ao crime e ao suicido.
O que nos resta fazer contra as drogas?
ja ta passando da hora de uma posiçao em relaçao aos jovens....a educaçao.
concordo com vc.
gostei da narrativa.
bjssssss;
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