Maio de 1947 – Após tiroteio na saÃda de um banco, no cumprimento do meu dever, eu soldado Souza fiquei com uma bala alojada dentro da minha cabeça. Após 21 dias em estado de coma, milagrosamente acordei para essa nova vida, porém agora tenho que ajudar as pessoas que em nome da lei ajudei a matar.
- Nada é mais rápido do que o gatilho da minha arma, mas as notÃcias ruins correm depressa. Descobri algo realmente mais rápido do que bala que sai do meu revólver, esse frio na espinha que me antecede a cada visita. Hoje pela manhã tive mais uma dessas sensações, ao engolir meus remédios junto com meu café sentado na mesa da cozinha do meu apartamento, enquanto o vapor quente da xÃcara espalhava seu aroma e a luz do sol que atravessa a janela e ilumina a mesa e aquecia o ambiente, pude sentir a presença da voz que se anunciava.
CASAL É ENCONTRADO MORTO – A suspeita é de assassinato seguido de suicÃdio. As evidências encontradas no local indicam que Rui Costa, dono da pensão Casarão, no centro velho de São Paulo, teria disparado contra sua própria esposa enquanto dormia e em seguida, tirou a própria vida. As investigações buscam agora a arma do crime que não fora encontrada no local.(...) (Nota do jornal NotÃcias Populares, dia 17 de julho de 1946).
ROMILDO ZACARIAS LESSA – Foi morto após ter se envolvido em uma briga com um travesti (João Ricardo de Oliveira) em um bar na Avenida Rio Branco, em São Paulo; sacou seu revolver calibre 32 e disparou contra policiais que corriam em sua direção, uma das balas atingiu de raspão um morador de rua que passava no local. Romildo levou três tiros no peito, e morreu a caminho do hospital do Sacomã, na Zona Norte de São Paulo. (Nota do Jornal NotÃcias Zona Norte, dia 4 de Agosto de 1947).
Com a mão trêmula, mas segurando firmemente a xÃcara me dispus a olhar para trás, uma gargalhada na minha frente rompe o silêncio da manhã.
-Seu Souza, muito prazer.., sou Romildo Zacarias, mas pode me chamar de ZACA. Desculpe meus trajes, seu Souza, é que não consegui nada mais apropriado para essa visita. – Hum ! cheiro de café, há quanto tempo não sinto um cheiro assim ... a última vez foi na no Casarão!
-A que devo a visita? Perguntei interrompendo, olhando para silueta por detrás da luz que iluminava a mesa.
- DÃvidas! Um Acertinho de contas. Você me deu três pipocos no peito... tá lembrado? Pois bem, eu também já mandei muita gente pro lado de cá, mais tem dois que tão no meu encalço, o senhor me entende? A justiça deste lado, não deixa mole pra ninguém, quem deve paga! Isso é a lei, mais as coisas podem se acertar ... Você me ajuda e tá tudo certo!
-Entendo! Respondi em direção aquela voz com sotaque dos becos da rua do centro. -E como pago minha dÃvida?
- A arma seu Souza. A arma ficou com aquela bicha o “veludo azul!â€
-E como faço para encontrar-la?
-Pergunte aquele que tomou o tiro de raspão!
(continua ....)
Em nome da lei - Primeira Temporada (Blog-Novela).
Maio de 1947 – Após tiroteio na saÃda de um banco, no cumprimento do meu dever, eu soldado Souza fiquei com uma bala alojada dentro da minha cabeça. Após 21 dias em estado de coma, milagrosamente acordei para essa nova vida, porém agora tenho que ajudar as pessoas que em nome da lei ajudei a matar.
Eita ! essa novela promete heim ?
e que visita !!! uma hora ou outra ela cobra
os acertos... e os erros.
bah !
bjssss;)
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