Brunella, os gêmeos e Flávio foram para a Pracinha do Cauê, após serem liberados mais cedo das aulas.
Diego abriu sua mochila e dela tirou uma bucha
de maconha, um pacotinho contendo duas pedras de
crack, um cachimbo e um isqueiro.
Ele abriu a bucha, pegou a erva, colocou no cachimbo, abriu o pacotinho, colocou as pedras no cachimbo e com o isqueiro, acendeu o fristo (a mistura de crack com maconha). Deu umas tragadas e passou o cachimbo para o irmão, Diogo, que pitou um pouquinho
e passou o cachimbo para Brunella, que fumou
horrores e passou para Flávio, que fez cara de
quem não gostou.
- Qual é, Flávio? Deixa de ser bobo, menino! Curte
um barato com a gente – disse Brunella.
- Ah, não sei não, Brunella – hesitou Flávio.
- Se você não fumar com a gente, vou fazer a turma
parar de falar com você. Quer ficar isolado da turma?
– ameaçou Brunella.
- Não, não. Eu fumo com vocês – respondeu Flávio,
com medo.
Coagido, Flávio deu algumas tragadas no cachimbo
com fristo. Ele sentiu um forte arrepio na espinha.
Com o passar do tempo, os adolescentes se entediaram
com o fristo e passaram a buscar uma droga
mais pesada. Começaram a consumir o crack puro,
que compravam de Hey Joe, um traficante de Jardim
da Penha, branco, loiro, olhos verdes, cabelo rastafári,
vestido com roupas de surfista.
De longe, parecia ser um rapaz bonito, boa aparência
e acima de qualquer suspeita. Tamanha formosura
escondia uma personalidade perversa e gananciosa
que vendia além de crack, maconha, cocaÃna
e o tal fristo nas portas das escolas da região da Praia
do Canto. Na porta e dentro das raves, ele vendia ecstasy
e LSD.
Quando não tinham dinheiro, os adolescentes
vendiam objetos de valor ou mentiam aos pais pedindo dinheiro para inscrições em vestibulares. Eles faziam
as inscrições, mostravam aos pais, pegavam o dinheiro,
mas o embolsavam e compravam mais pedras
de crack. Os pais deles não desconfiavam de nada.
Pensavam que os filhos estavam empenhados nos estudos
para o vestibular.
O nome crack é derivado do ruÃdo que as pedras
fazem ao serem aquecidas. O crack chega ao sistema
nervoso central de oito a quinze segundos, em média.
A ação do crack no cérebro dura entre cinco e dez minutos, com picos de euforia e depressão. É uma droga
barata, de efeito efêmero e que demanda a compra de
mais pedras para manter o barato.
É um grito de alerta à juventude sobre os perigos
do uso de crack.
Brunella, Flávio, Diego e Diogo. Quatro adolescentes
de classe media e média-alta, que estudam na
Escola Santa Luzia.Todo fim de tarde se encontram
na Pracinha do Cauê, na Praia de Santa Helena para
consumir crack no cachimbo. Em pouco tempo, os
amigos percebem as mudanças no corpo deles.
Esta obra tem como objetivo principal alertar
sobre os riscos decorrentes do uso do crack e
mostrar que esta pedra pode levar à morte e
fornecer subsÃdios para os debates sobre a
internação involuntária de usuários deste
entorpecente.
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