Pensei em dar outro tÃtulo a esse registro. Seria “um amor no outonoâ€. Divagaria que o amor nasce quando e onde pareceria impossÃvel ele nascer. Pensei em ilustrar com Riobaldo e Diadorim, pelas dessemelhanças que tentamos conciliar.
Na rua sempre igual dos meus tropeços, alguém me chamou pelo nome. Era linda. Não vou me alongar. Vivi com consciência essa dádiva infinita enquanto durou.
ImpossÃvel não lembrar do Borges, dos caminhos que se bifurcam, de um labirinto que era feito de tempo, não de espaço.
Escolhi a lembrança que levarei: não notei quando pegou no sono ao meu lado, eu contando a lenda do negrinho do pastoreio; quando a vi dormindo, chorei pelo pequeno escravo, acariciando os cabelos dela.
O presente me desperta. Pago o café e sorrio: não preciso decidir agora se irei ao casamento dela, se mandarei um cartão para os noivos, ou se guardarei silêncio.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!