O cavaleiro achava-se nobre, mais nobre que os outros homens. Não a nobreza espúria da ascendência, mas a nobreza do mérito, dos aptos. Por isso, julgava-se melhor: mais forte, mais hábil, mais sagaz. Naquele dia, levantou-se ignorando a própria intuição, que tentou avisá-lo: é o cheiro da morte que ronda. E a primeira coisa que pensou em fazer foi se avistar com a bela moça, com quem pretendia empreender algo, embora não soubesse exatamente o que seria. Mas antes tinha que conseguir algumas moedas; e estas, estavam cada vez mais escassas. Sem elas, talvez não conquistasse a bela moça. Então o cavaleiro partiu para a luta, não a do embate físico, mas aquela outra, mais perspicaz. Tomou da pequena bolsa de couro e chacoalhou as pequenas peças, já montado em seu cavalo.
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