O pássaro da tarde assentiu mudo em seu gesto estranho convertido em paisagem. A música da rua não comove os ouvidos. A casa com seu telhado crispado e manchado de lodo e chuva subverte o céu e ampara o pássaro. O pássaro não sabe a música da rua. Os telhados inertes desenham sombras nos olhos da paisagem. A vida é como um filme repetido de solidão e sombra. O pássaro, inerte, o silêncio grita.
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